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CEPAB abre o ano com o tema “Religiosidade, Espiritualidade e Saúde Mental”

O Dr. Aldo Casarotto, médico-residente do segundo ano no Instituto Bairral, e o Dr. Milan Mitrovicth, médico psiquiatra do 3.° andar da Seção Masculina – Prédio Central (pacientes SUS), abriram os trabalhos do ano de 2016 do Centro de Estudos Psiquiátricos Américo Bairral (CEPAB) com excelente atualização sobre a interface da religiosidade e da espiritualidade na prática clínica. Os dois profissionais explicaram alguns conceitos importantes neste campo do saber, como o “coping religioso” positivo e negativo, assim como as evidências positivas desta dimensão no processo de recuperação de doenças como a dependência química, a depressão e o câncer, por exemplo. Além disso, mostraram formas de se fazer uma investigação sobre religiosidade/espiritualidade utilizando escalase perguntas diretas, e como utilizar este recurso na saúde mental respeitando a ética e, sobretudo, a diversidade religiosa dos pacientes.

Doutor Aldo

Doutor Aldo

Doutor Milan

Doutor Milan

Dr. Aldo Casarotto e Dr. Milan. Atualização com o tema: “Religiosidade, Espiritualidade e Saúde Mental”

Dr. Aldo Casarotto e Dr. Milan. Atualização com o tema: “Religiosidade, Espiritualidade e Saúde Mental”

Cine Psiquiatria de Janeiro: Análise Psicológico do Filme “Álbum de Família”

O Cine Psiquiatria, uma das atividades do Centro de Estudos Psiquiátricos Américo Bairral (CEPAB), uma das entidades federadas da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), recebeu em 14 de janeiro a psicóloga Marina Caversan Oliveira de Souza, coordenadora do setor de Psicologia do Instituto Bairral, como mediadora do debate sobre o filme “Álbum de Família”. Lançado em 2013, o filme conta com renomados e excelentes atores, como as divas Meryl Streep (no papel da matriarca Violet) e Julia Roberts (no papel de Barbara, a filha mais velha), além de Julianne Nicholson (Ivy, a filha do meio) e Juliette Lewis (a filha mais nova, Karen). Trata-se de um roteiro e narrativas tensos, repletos de uma realidade árida, seca, dura, de sofrimento, solidão e desesperança, compondo a dinâmica da família retratada.

A psicóloga Marina iniciou a conversa com os presentes solicitando aos participantes que, ao término da exibição, fizessem um desenho ou escrevessem frases ou palavras sobre os sentimentos e impressões que o filme lhes deixou. Depois seguiu-se uma discussão sobre elementos e relações em família presentes na obra. Finalmente, Marina presenteou a todos com uma excelente leitura psicanalítica do filme, enfatizando como, na apresentação, destaca-se a percepção de que todo álbum de família tem um lado “A” (felicidade, beleza, harmonia, confraternização) e um lado B (tristeza, solidão, amargura, brigas, intrigas, desavenças). Destacou também os aspectos da transgeracionalidade presentes nas relações familiares e conjugais, assim como os segredos familiares, a ambivalência na relação com a figura materna, as dinâmicas envolvidas, o processo de adoecimento de alguns dos personagens (dependência química, câncer, suicídio) e seus processos de adaptação, resiliência e crescimento pessoal.

O CEPAB agradece imensamente à psicóloga Marina pela contribuição e generosidade em dividir seus conhecimentos com todos os presentes de uma forma tão delicada e cuidadosa.

Residentes presentes no Cine Psiquiatria de Janeiro.

Residentes presentes no Cine Psiquiatria de Janeiro.

Festa de Natal no setor Dependência Química

A dependência química é uma das doenças psiquiátricas mais frequentes da atualidade e, como é sabido, representa um grave problema de saúde pública. O uso continuado de substâncias psicoativas provoca mudanças na estrutura e no funcionamento cerebral, causando impacto em áreas cognitivas; o usuário acaba priorizando o uso da substância em detrimento de outras atividades e obrigações. Essa relação com a substância é marcada por perdas e prejuízos que atingem não somente o dependente, mas todos que direta ou indiretamente têm relação com ele, em especial seus familiares. Tornam-se comuns o agravamento dos conflitos, o rompimento dos vínculos e as dificuldades dos familiares em lidar com a doença.

Para que o tratamento do usuário de substâncias apresente melhor prognóstico e melhores resultados é necessário que a família seja abordada, orientada e incluída no processo terapêutico. Pensando na importância disso, a equipe do setor de Dependência Química do Prédio Central (3.° e 4.° Andares Masculinos) organizou uma confraternização de Natal com as famílias, pacientes e funcionários com o objetivo de integrá-los, estimular o  resgate dos vínculos e promover a vivência dessa data festiva de forma saudável.

Durante todo o mês de dezembro foram incluídas no programa terapêutico atividades que trabalharam as datas comemorativas do Natal e Ano Novo e reforçados os objetivos já trabalhados no decorrer das fases do tratamento, como o resgate dos vínculos familiares, a motivação para mudança e o treinamento de habilidades sociais.

A confraternização iniciou-se com a exibição de um vídeo motivacional abordando a proposta e as etapas de evolução do tratamento, ilustradas por meio de fotos da rotina de atividades dos pacientes, e foi finalizada com a apresentação da equipe multidisciplinar. Foram encenadas duas peças de teatro: “Lifehouse” e “O Verdadeiro Sentido do Natal”. Houve também duas apresentações do coral de pacientes com as músicas “Noite Feliz” e “Como Zaqueu”, com acompanhamento dos instrumentos musicais violão e cajón, tudo realizado pelos pacientes.

Ao final foi oferecido um lanche da tarde e entregues as lembranças de Natal confeccionadas pelos próprios pacientes na Terapia Ocupacional. Houve boa adesão dos familiares, que se emocionaram com o envolvimento e desempenho dos pacientes e valorizaram o tratamento oferecido pelo hospital. A confraternização atingiu o seu objetivo e é possível observar benefícios que perduram na continuidade do tratamento.

Equipe do setor de dependência Química.

Equipe do setor de dependência Química.

Curso de Atualização para Auxiliar de Higiene e Limpeza

Na primeira semana de dezembro foi realizada reciclagem para Auxiliares de Higiene e Limpeza do Instituto Bairral de Psiquiatria, ministrada pela enfermeira da educação continuada Maria Heloísa Tavares Bariani e pelo técnico de segurança e bombeiro civil Juliano de Oliveira Momesso. Essa atualização teve como objetivos ampliar conhecimentos, relembrar as técnicas de limpeza, relembrar a importância do uso de equipamentos de proteção individual (EPI), melhorar a comunicação entre os profissionais e com os pacientes e destacar a importância de trabalhar em equipe.

A reciclagem foi desenvolvida em duas etapas. Na primeira foram abordados os protocolos de limpeza, noções sobre transtorno mental e perfil funcional dos pacientes dos setores em que atuam e sugestões quanto ao manejo com os pacientes e como compreendê-los. Na segunda foram focalizados aspectos como responsabilidades do empregador; responsabilidades do empregado, a importância do uso de EPIs e informações referentes à limpeza; higienização e guarda de EPIs.

Auxiliares de Higiene e Limpeza do Instituto Bairral de Psiquiatria.

Auxiliares de Higiene e Limpeza do Instituto Bairral de Psiquiatria.

Auxiliares de Higiene e Limpeza do Instituto Bairral de Psiquiatria.

Auxiliares de Higiene e Limpeza do Instituto Bairral de Psiquiatria.

Auxiliares de Higiene e Limpeza do Instituto Bairral de Psiquiatria.

Auxiliares de Higiene e Limpeza do Instituto Bairral de Psiquiatria.

Publicação de artigo científico

A Revista Unopar Científica – Ciências Biológicas e da Saúde publicou em sua edição de novembro de 2015 (vol. 17, n.° 4) artigo científico do enfermeiro Marco Aurélio Tosta Longo, do Instituto Bairral de Psiquiatria, intitulado “A Dependência de Substâncias Psicoativas na Perspectiva da Comunidade Terapêutica”. Nesse trabalho o autor faz uma revisão da literatura sobre o tema, abordando aspectos clínicos, epidemiológicos, critérios diagnósticos e como o modelo e a metodologia adotados por esses serviços – as comunidades terapêuticas – promovem mudanças do estilo de vida e da identidade pessoal do indivíduo usuário de substâncias psicoativas, favorecendo sua reabilitação e recuperação.

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