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Cepab de junho: palestra em parceria com o Laboratório Janssen-Cilag

No dia 28 de junho o Centro de Estudos Psiquiátricos Américo Bairral (Cepab), em parceria com o Laboratório Janssen-Cilag, realizou um evento nas dependências do Instituto Bairral, trazendo o Dr. Ary Gadelha, renomado pesquisador e professor da Unifesp-EPM (Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina), para falar sobre o tema “Aperfeiçoando o tratamento da esquizofrenia na fase aguda e no longo prazo”.

De uma maneira muito didática e descontraída o palestrante conseguiu desmistificar alguns temas que circundam o tratamento dos pacientes portadores de esquizofrenia, baseando seus argumentos em fundamentação científica, traçando um paralelo com a prática clínica e salientando a importância da abordagem multiequipe desses pacientes. Abordou também as principais opções terapêuticas existentes para os principais perfis de pacientes com os quais se depara no atendimento diário, e ressaltou que o tratamento psicofarmacológico é um dos principais instrumentos no manejo do paciente para que este venha a apresentar um melhor prognóstico.

Um enfoque especial foi dado para a medicação de depósito, recurso de que o psiquiatra se vale quando o paciente possui problemas sérios de adesão, ou o ambiente no qual o paciente vive oferece pouco ou nenhum suporte para que consiga fazer o uso adequado da medicação via oral. Mostrou como os psiquiatras brasileiros possuem uma cultura de não prescrição desse tipo de medicação, até mesmo por desconhecimento dessa opção, e contrastou essa postura com a dos psiquiatras de outros países, como Estados Unidos e Reino Unido, onde são prescritas medicações de depósito de maneira muito mais ampla.

Em um segundo momento a equipe do Laboratório Janssen-Cilag apresentou a medicação de depósito que produz, Invega Sustenna® (palmitato de paliperidona), e deu algumas informações de como usá-la e como adquiri-la, além de apresentar os benefícios com o uso de tal medicação.

Eventos como esse, que o Instituto Bairral promove juntamente com seus parceiros, ajudam a difundir e ampliar o conhecimento em saúde mental, contribuindo para uma prática cada vez mais sólida e baseada em evidências científicas, rumando para a excelência em psiquiatria e objetivando, principalmente, o bem-estar mental de nossos pacientes, nossa maior meta.

"Aperfeiçoando o tratamento da esquizofrenia na fase aguda e no longo prazo"

“Aperfeiçoando o tratamento da esquizofrenia na fase aguda e no longo prazo”

Totem e Tabu

Noite fria, junina… discussão quente!

O GEP (Grupo de Estudos Psicanalíticos) fará seu primeiro aniversário em 30 de julho. Contando sempre com a participação de um seleto grupo de médicos-residentes e de psiquiatras do corpo técnico do Instituto Bairral interessados em conhecer um pouco mais de Freud, seus casos clínicos e suas teorias, está em plena atividade e cada vez melhor.

No dia 16 de junho foram discutidos os quatro capítulos de Totem e Tabu* (e algumas concordâncias entre a vida psíquica dos homens primitivos e dos neuróticos).

Interessante pensar em torno de que funcionamento social se originariam os equivalentes primitivos dos medos e as culpas neuróticas em culturas tão distintas da nossa quanto às necessidades e valores.

Em Horror ao incesto, Freud analisa a vida dos aborígenes australianos e suas tribos que se dividem em estirpes menores, cada qual nomeada segundo um totem (podia ser um animal, uma força da natureza, uma planta). O totem nomeia o clã, como se fosse um ancestral comum a todos os seus pertencentes. Mesmo que não haja consanguinidade, há expressas proibições às relações sexuais entre os indivíduos do mesmo totem, sob pena das mais cruéis punições ou mesmo da morte. Sendo o totem um ente sagrado e protetor, o clã deve preservá-lo (não matar, não comer sua carne) e cultuá-lo em festas em que, por exemplo, as danças imitam seus movimentos. A proibição das relações sexuais entre os membros do mesmo totem é o que institui a exogamia (só pode haver relações sexuais entre indivíduos de clãs diferentes). É interessante que esse sistema acabe por nortear todas as demais obrigações sociais e restrições morais das tribos.

Freud não deixa de apontar, sagazmente, o quanto existe entre os ditos “adultos normais” uma descrença em relação às primeiras escolhas sexuais do indivíduo como sendo incestuosas. Isso revelaria a forte aversão a um pensamento vinculado a seus antigos desejos incestuosos que, intoleráveis, foram submetidos a repressão.

Mas é em O tabu e a ambivalência de sentimentos que traz o ápice de seu relato. A palavra tabu já traz esse ápice, que é sua relação com a ambivalência na própria definição: quer dizer “santo, consagrado”, ao mesmo tempo que nos fala de “inquietante, proibido, impuro”.

O tabu como proibição diz respeito a devorar um animal proibido (núcleo do totemismo, cuja menção aparece acima), por exemplo, mesmo sem o saber. Mas a maioria das proibições fala de limitações na comunicação (não falar ou não olhar para tal “pessoa tabu”, não fazer tal movimento, não tocar). E de onde vem tudo isso, todas essas proibições, senão do desejo de transgredi-las? O que é levado muito a sério na relação feita por Freud entre os tabus, a transgressão e a culpa na neurose obsessiva. A ambivalência vem do desejo e da necessidade de expiação do mesmo – a culpa. Assim como o tabu também vem do desejo e da necessidade de punição. Um parágrafo fantástico e sintetizador:

“As mais antigas e importantes proibições do tabu são as duas leis fundamentais do totemismo: não liquidar o animal totêmico e evitar relações sexuais com os indivíduos do mesmo totem que são do sexo oposto. Esses devem ser, então, os mais antigos e poderosos apetites humanos”.

Pode-se refletir a partir das discussões do GEP se não seriam essas as duas das grandes questões que permeiam a prática clínica: as culpas relacionadas ao Complexo de Édipo e a religião. Fato é que há essa semelhança da “neurose nossa de cada dia” com os povos primitivos…

* FREUD, Sigmund (1912-1914). Totem e Tabu, Contribuição à História do Movimento Psicanalítico e outros textos. Obras completas, Vol. 11, São Paulo, Companhia das Letras, 2012.

Grupo de Estudos Psicanalíticos

Grupo de Estudos Psicanalíticos

* FREUD, Sigmund (1912-1914). Totem e Tabu, Contribuição à História do Movimento Psicanalítico e outros textos. Obras completas, Vol. 11, São Paulo, Companhia das Letras, 2012.

Festas Juninas do Instituto Bairral

Todos os anos acontecem em nosso hospital as tradicionais festas juninas, com participação de pacientes e funcionários num clima de muita animação e alegria. No dia 15 de junho reuniram-se no setor Vivenda os setores Esplanada, Recanto, Estância, Mirante e Vale Verde para a quadrilha, na qual damas e cavalheiros bailaram com roupas típicas ao som de músicas temáticas, rojões e palmas. No dia 16 foi a vez dos pacientes do Prédio Central, que entraram na dança e aproveitaram esse momento de socialização e integração entre os setores e os profissionais das equipes que colaboraram com a realização da festa. No dia 17 foi a vez da festa junina do Núcleo de Terapia Intensiva e também a primeira festa junina do Caps II Onofre Batista. Em todas elas foram servidas comidas típicas dessa comemoração, como bolo de fubá, pipoca, doce de abóbora e de batata, amendoim assado e chocolate quente, tudo preparado com muito carinho pelo setor de Nutrição e Dietética do hospital. Os ambientes foram decorados com bandeirinhas confeccionadas pelos próprios pacientes, algo que valorizou ainda mais os festejos. Foi “bão dimais”!!!

A equipe

A equipe

CT Santa Carlota recebe visita da Secretária Municipal de Saúde

No dia 9 de junho a Comunidade Terapêutica (CT) Rural Santa Carlota recebeu a visita de Rosa Ângela Iamarino, Secretária Municipal de Saúde, e de Cíntia Guarnieri Moura Martins, biomédica e Diretora de Apoio Administrativo da Secretaria de Saúde do Município de Itapira. Rosa e Cíntia foram convidadas a conhecer o trabalho ali realizado e depararam com uma realidade que desconheciam, sendo surpreendidas positivamente com o que viram.

Recepcionadas por parte da equipe técnica (José Luís, Coordenador Administrativo; Maurício Landre, Coordenador Técnico; Marco Aurélio, Enfermeiro; e Mariana, Psicóloga), de início participaram de uma conversa informal no gramado próximo à capela, por onde um dos acolhidos passava no mesmo momento e com o qual dialogaram brevemente sobre as percepções dele diante de seu processo junto à CT, conversa que se estendeu até a própria capela cercada por emoções, esperança e espiritualidade.

Após conhecerem as demais dependências e serem inteiradas das rotinas e técnicas que conduzem a ação terapêutica , a Secretária e a Diretora de Apoio mostraram-se satisfeitas com o trabalho ali realizado, tendo sido possível estreitar laços diante da importância do serviço de saúde oferecido pela Prefeitura de Itapira para os acolhidos da CT Santa Carlota.

A visita encerrou-se com a certeza de que essa rede deve ser fortalecida, e com o compromisso entre as partes de melhorar cada vez mais a qualidade dos serviços.

Visita da Secretária Municipal de Saúde

Visita da Secretária Municipal de Saúde

 

1ª Festa Junina no CAPS 2

Em 17 de junho ocorreu a 1ª Festa Junina do CAPS 2 “Onofre Batista”. A organização partiu da equipe multiprofissional do CAPS, em parceria com o setor de Nutrição e Dietética do Instituto Bairral de Psiquiatria. Participaram 60 pessoas, entre moradores das residências terapêuticas (RT) tipo I e II mantidas pelo Bairral, familiares e colaboradores.

Para o evento o CAPS recebeu uma decoração colorida, conforme a tradição junina, executada pelos próprios moradores das RTs, que confeccionaram as bandeirinhas, valendo-se de revistas e jornais, e balões decorativos de material EVA, além de auxiliarem na organização.

Como parte do clima junino, houve comidas, bebidas e música típica, com apresentação da dança da quadrilha, composta pelos usuários do CAPS, bem como a chamada “escolha dos noivos”. Estavam todos vestidos com trajes típicos desse festejo tradicional. Para interatividade dos participantes, foi organizada uma gincana “Boca do Palhaço”, que incluiu distribuição de brindes diversos. Tudo isso resultou em momentos de muita alegria, interação e entrosamento entre moradores das RTs, familiares e funcionários do CAPS, constituindo preciosa amostra de socialização e integração entre todos.

1ª Festa Junina no CAPS 2

1ª Festa Junina no CAPS 2

1ª Festa Junina no CAPS 2

1ª Festa Junina no CAPS 2

1ª Festa Junina no CAPS 2

1ª Festa Junina no CAPS 2

1ª Festa Junina no CAPS 2

1ª Festa Junina no CAPS 2

1ª Festa Junina no CAPS 2

1ª Festa Junina no CAPS 2

 

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