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Profissional do Instituto Bairral ministra curso em Breves, Ilha de Marajó

O Assistente Social e Especialista em Dependência Química Maurício Landre, Coordenador Técnico da Comunidade Terapêutica Rural Santa Carlota, um programa do Instituto Bairral de Psiquiatria, esteve em na cidade de Breves, na Ilha de Marajó, Estado do Pará, nos dias 11 e 12 de abril, onde ministrou o Curso de Capacitação para Agentes Comunitários na Área da Dependência de Substâncias Psicoativas.

O público do curso, composto por profissionais e colaboradores de instituições públicas e privadas, ultrapassou o número de 120 participantes. A demanda por informação, capacitação, profissionais e serviços na Região Norte do país é grande e os problemas mais graves estão relacionados com o uso de álcool e da pasta base da cocaína, além do que a região é conhecida atualmente como uma rota do tráfico internacional de drogas.

O Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas da cidade de Breves, junto com a Coordenação de Políticas sobre Drogas da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, por intermédio do Coordenador Cléber Fonseca, vem promovendo cursos, fóruns, palestras e seminários para desenvolver e fortalecer a Rede de Atenção Álcool e Drogas naquele Estado.

O curso ministrado por Maurício Landre é uma das novas frentes didáticas que o Programa Bairral.EDU vem desenvolvendo, e que em maio deste ano promoverá o Curso de Capacitação para Profissionais na Área de Dependência de Álcool e Drogas no município de Congonhas (MG).

Maurício Landre, Coordenador Técnico da Comunidade Terapêutica Rural Santa Carlota, esteve na cidade de Breves, na Ilha de Marajó.

Maurício Landre, Coordenador Técnico da Comunidade Terapêutica Rural Santa Carlota, esteve na cidade de Breves, na Ilha de Marajó.

Maurício Landre, Coordenador Técnico da Comunidade Terapêutica Rural Santa Carlota, esteve na cidade de Breves, na Ilha de Marajó.

Maurício Landre, Coordenador Técnico da Comunidade Terapêutica Rural Santa Carlota, esteve na cidade de Breves, na Ilha de Marajó.

I Simpósio “Conversando sobre Internação Psiquiátrica e Dependência Química”

No dia 15 de março foi realizado no anfiteatro do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo (SP), o I Simpósio “Conversando sobre Internação Psiquiátrica e Dependência Química”.

Um grupo de funcionários do Instituto Bairral participou do evento: as assistentes sociais Ana Lívia e Wanessa Maria, do próprio hospital, e a psicóloga Maísa, a secretária Aline e os conselheiros Ulisses, Rubens, Ivair, Ricardo e Bruno, todos da Comunidade Terapêutica Rural Santa Carlota.

Importante destacar que o Coordenador da CT Santa Carlota, Maurício Landre, foi um dos palestrantes do simpósio, apresentando o Modelo de Comunidade Terapêutica nela adotado.

Durante o evento foram discutidas questões como quando há indicação para internação, manejo de enfermagem no contexto da internação psiquiátrica para dependentes químicos, atividade física para dependentes químicos, família e sociedade, legislação, dentre outros.

Grupo de funcionários do Instituto Bairral participando do evento.

Grupo de funcionários do Instituto Bairral participando do evento.

Coordenador da Comunidade Terapêutica Santa Carlota, Maurício Landre.

Coordenador da Comunidade Terapêutica Santa Carlota, Maurício Landre.

Curso Presencial de Especialização em Dependência Química – UNIAD

Teve início em 15 de março o Curso de Especialização Lato Sensu em Dependência Química organizado pela Uniad (Unidade de Pesquisas em Álcool e Drogas) /Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e sediado pelo Instituto Bairral de Psiquiatria em seu Centro de Educação Continuada.

O curso faz parte de um projeto interno do hospital denominado Bairral.EDU, que visa a capacitação e o aperfeiçoamento de seus funcionários. Terá a duração de 24 meses, dividido em aulas teóricas sobre os diversos aspectos da dependência química (tratamento, prevenção, políticas públicas, pesquisas), seminários, apresentações de casos clínicos e monografia. Inscreveram-se 86 profissionais, a maioria deles da área da saúde mental, mas também da área da Justiça, Odontologia, religião e empresariado.

A primeira aula foi ministrada pela psicóloga Maria de Fátima Rato Padin, coordenadora do curso e também da Clínica Alamedas, cujo tema foi o panorama do uso de substâncias químicas no Brasil. Sua exposição contemplou dados bastante atuais, baseados em pesquisas realizadas pela Unifesp, que colaboraram para identificar o impacto cada vez mais crescente que o uso de drogas traz para o indivíduo, a família, a cultura e a própria sociedade.

Participantes do Curso Presencial de Especialização em Dependência Química.

Participantes do Curso Presencial de Especialização em Dependência Química.

Aula ministrada pela psicóloga Maria de Fátima Rato Padin.

Aula ministrada pela psicóloga Maria de Fátima Rato Padin.

Palestra Educativa na Guarda Mirim

No dia 27 de janeiro a psicóloga Marjorye A. Siqueira, da unidade externa Mirante do Instituto Bairral, que cuida de dependência química, compareceu à Guarda Mirim, nesta cidade, para proferir palestra sobre o tema “Sexualidade”, dirigida a adolescentes na faixa etária entre 14 e 18 anos.

O convite à psicóloga foi feito pelo professor José Ricardo Gomes Ferreira, que organizou naquela entidade uma semana de palestras educativas.

Com o objetivo de promover informação e conscientização sobre a sexualidade, a palestrante abordou aspectos como fases do desenvolvimento, impacto e prevenção do abuso sexual, transformações ocorridas na puberdade, adolescência e a descoberta da sexualidade, principais métodos anticoncepcionais, gravidez na adolescência, exposição na internet e alguns mitos e verdades. A palestra foi ilustrada com fotos e vídeo.

Psicóloga Marjorye A. Siqueira do Instituto Bairral, durante a palestra.

Psicóloga Marjorye A. Siqueira do Instituto Bairral, durante a palestra.

Psicóloga Marjorye A. Siqueira do Instituto Bairral, durante a palestra.

Psicóloga Marjorye A. Siqueira do Instituto Bairral, durante a palestra.

Psicóloga Marjorye A. Siqueira e jovens integrantes da guarda mirim.

Psicóloga Marjorye A. Siqueira e jovens integrantes da guarda mirim.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A FUNDAÇÃO ESPÍRITA AMÉRICO BAIRRAL, mantenedora do Instituto Bairral de Psiquiatria vem a público para prestar os esclarecimentos que julga necessários para que dúvidas não pairem sobre a sua atuação em nossa cidade. Tais esclarecimentos tornam-se necessários em face de boatos que vêm sendo difundidos a respeito do acolhimento de dependentes químicos que o Instituto vem oferecendo.

Em primeiro lugar cabe ressaltar que o Bairral sempre prestou esse tipo de assistência, tanto em suas unidades externas, destinadas a pacientes particulares e de outros convênios, quanto na ala destinada a paciente SUS, sem qualquer transtorno causado à comunidade itapirense.

Como se torna evidente, o problema da dependência química vem crescendo em todo o país, constituindo-se num dos mais prementes e cruciais problemas de saúde pública.  Atentos a essa questão e em consonância com a sua filosofia, mantida já há várias décadas, de se constituir em posto de socorro às pessoas atormentadas pelas doenças mentais, a Fundação decidiu, já em 2009, firmar um convênio com a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, destinando 105 dos seus 511 leitos ao tratamento desses pacientes.

Para tanto, colocou em prática projetos terapêuticos inovadores, sob supervisão de um dos mais renomados especialistas nesse campo, o prof. Dr. Ronaldo Laranjeira, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo. Assim, já há mais de quatro anos esse serviço vem sendo prestado sem que nenhum tipo de problema tenha afetado a população de nossa cidade.

Mais recentemente, celebramos outro convênio com a referida secretaria, passando a atender mais 15 pacientes dependentes grávidas, prestando-lhes toda a assistência psiquiátrica e clínica, para que possam levar a gestação a bom termo, tanto para elas como para os nascituros.

Em 2012, também mediante convênio com a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, implantamos uma Comunidade Terapêutica Rural Modificada, na fazenda Santa Carlota, de nossa propriedade, com o acolhimento de 80 pacientes em regime de internação voluntária, para consolidar a sua recuperação, visando ao resgate de sua dignidade como seres humanos, para que, enfim possam reconstruir suas vidas, deterioradas pela dependência.

Por fim, ainda atendendo a uma demanda crescente, estamos destinando mais 100 leitos para atendimento desses pacientes, em substituição a igual número de psicóticos crônicos, que foram ou estão sendo deslocados para outras instituições. Naturalmente, essa iniciativa exigiu uma expressiva ampliação de nossa equipe de profissionais, o que já está em vias de conclusão, com a contratação tanto de pessoal de nível técnico como de apoio.

Com exceção da Comunidade Terapêutica Santa Carlota, que representa um acréscimo em nossa capacidade instalada, todos os outros leitos destinados ao tratamento de dependentes químicos constituem simplesmente remanejamento de pacientes, mantido sempre o total de 511 leitos de nosso convênio com o SUS.

Quanto aos rumores que, segundo soubemos, vêm circulando pela cidade, cumpre esclarecer não ser verdade que a “Cracolândia está sendo transferida para Itapira”. Alguns dependentes daquela região têm sido encaminhados para tratamento, mas sempre são levados de volta após a alta.

Também não há nenhuma possibilidade de que pacientes de outras cidades resolvam “ficar” em Itapira, pois todos, por ocasião da alta hospitalar, são encaminhados com a contra-referência para a continuidade do tratamento em suas cidades de origem.

Outra questão que vem sendo levantada refere-se a evasão de pacientes. É de se destacar que elas de fato, esporadicamente, ocorrem, com praticamente todos os pacientes e não somente com dependentes químicos. Mas em todos os casos, são efetuadas buscas e, em geral, os pacientes acabam localizados e reconduzidos ao hospital. Nos raros casos em que isso não acontece, eles geralmente voltam para suas cidades, para suas famílias.

Quer-nos parecer, por fim, que esses rumores têm origem na desinformação e no preconceito com que ainda são tratados os dependentes químicos. É preciso ter em conta que essas pessoas são doentes e, portanto, precisam de tratamento e não de condenações morais. E é exatamente isso que o Bairral vem procurando fazer, oferecendo a essas criaturas toda uma estrutura terapêutica adequada para cada uma das fases de suas patologias, desde a internação hospitalar, passando pelo retorno para tratamento ambulatorial, e, alternativamente, o acolhimento na Comunidade Terapêutica para consolidação de sua recuperação, chegando, por fim, às chamadas repúblicas terapêuticas destinadas à sua reinserção social.

Queremos finalizar tranquilizando a comunidade itapirense. Com base em nossa experiência de décadas no tratamento de doentes mentais de todos os tipos e de todos os graus, certamente teremos condições de dar conta desse novo desafio, proporcionando o melhor aos nossos assistidos, sem que nenhum transtorno venha a incomodar a nossa comunidade.

Itapira (SP), 23 de janeiro de 2014

Alberto Luís de Mello Rosatto

Presidente do Conselho Diretor