Arquivo

Posts Tagged ‘dependencia quimica’

I Simpósio “Conversando sobre Internação Psiquiátrica e Dependência Química”

No dia 15 de março foi realizado no anfiteatro do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo (SP), o I Simpósio “Conversando sobre Internação Psiquiátrica e Dependência Química”.

Um grupo de funcionários do Instituto Bairral participou do evento: as assistentes sociais Ana Lívia e Wanessa Maria, do próprio hospital, e a psicóloga Maísa, a secretária Aline e os conselheiros Ulisses, Rubens, Ivair, Ricardo e Bruno, todos da Comunidade Terapêutica Rural Santa Carlota.

Importante destacar que o Coordenador da CT Santa Carlota, Maurício Landre, foi um dos palestrantes do simpósio, apresentando o Modelo de Comunidade Terapêutica nela adotado.

Durante o evento foram discutidas questões como quando há indicação para internação, manejo de enfermagem no contexto da internação psiquiátrica para dependentes químicos, atividade física para dependentes químicos, família e sociedade, legislação, dentre outros.

Grupo de funcionários do Instituto Bairral participando do evento.

Grupo de funcionários do Instituto Bairral participando do evento.

Coordenador da Comunidade Terapêutica Santa Carlota, Maurício Landre.

Coordenador da Comunidade Terapêutica Santa Carlota, Maurício Landre.

Curso Presencial de Especialização em Dependência Química – UNIAD

Teve início em 15 de março o Curso de Especialização Lato Sensu em Dependência Química organizado pela Uniad (Unidade de Pesquisas em Álcool e Drogas) /Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e sediado pelo Instituto Bairral de Psiquiatria em seu Centro de Educação Continuada.

O curso faz parte de um projeto interno do hospital denominado Bairral.EDU, que visa a capacitação e o aperfeiçoamento de seus funcionários. Terá a duração de 24 meses, dividido em aulas teóricas sobre os diversos aspectos da dependência química (tratamento, prevenção, políticas públicas, pesquisas), seminários, apresentações de casos clínicos e monografia. Inscreveram-se 86 profissionais, a maioria deles da área da saúde mental, mas também da área da Justiça, Odontologia, religião e empresariado.

A primeira aula foi ministrada pela psicóloga Maria de Fátima Rato Padin, coordenadora do curso e também da Clínica Alamedas, cujo tema foi o panorama do uso de substâncias químicas no Brasil. Sua exposição contemplou dados bastante atuais, baseados em pesquisas realizadas pela Unifesp, que colaboraram para identificar o impacto cada vez mais crescente que o uso de drogas traz para o indivíduo, a família, a cultura e a própria sociedade.

Participantes do Curso Presencial de Especialização em Dependência Química.

Participantes do Curso Presencial de Especialização em Dependência Química.

Aula ministrada pela psicóloga Maria de Fátima Rato Padin.

Aula ministrada pela psicóloga Maria de Fátima Rato Padin.

Palestra Educativa na Guarda Mirim

No dia 27 de janeiro a psicóloga Marjorye A. Siqueira, da unidade externa Mirante do Instituto Bairral, que cuida de dependência química, compareceu à Guarda Mirim, nesta cidade, para proferir palestra sobre o tema “Sexualidade”, dirigida a adolescentes na faixa etária entre 14 e 18 anos.

O convite à psicóloga foi feito pelo professor José Ricardo Gomes Ferreira, que organizou naquela entidade uma semana de palestras educativas.

Com o objetivo de promover informação e conscientização sobre a sexualidade, a palestrante abordou aspectos como fases do desenvolvimento, impacto e prevenção do abuso sexual, transformações ocorridas na puberdade, adolescência e a descoberta da sexualidade, principais métodos anticoncepcionais, gravidez na adolescência, exposição na internet e alguns mitos e verdades. A palestra foi ilustrada com fotos e vídeo.

Psicóloga Marjorye A. Siqueira do Instituto Bairral, durante a palestra.

Psicóloga Marjorye A. Siqueira do Instituto Bairral, durante a palestra.

Psicóloga Marjorye A. Siqueira do Instituto Bairral, durante a palestra.

Psicóloga Marjorye A. Siqueira do Instituto Bairral, durante a palestra.

Psicóloga Marjorye A. Siqueira e jovens integrantes da guarda mirim.

Psicóloga Marjorye A. Siqueira e jovens integrantes da guarda mirim.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A FUNDAÇÃO ESPÍRITA AMÉRICO BAIRRAL, mantenedora do Instituto Bairral de Psiquiatria vem a público para prestar os esclarecimentos que julga necessários para que dúvidas não pairem sobre a sua atuação em nossa cidade. Tais esclarecimentos tornam-se necessários em face de boatos que vêm sendo difundidos a respeito do acolhimento de dependentes químicos que o Instituto vem oferecendo.

Em primeiro lugar cabe ressaltar que o Bairral sempre prestou esse tipo de assistência, tanto em suas unidades externas, destinadas a pacientes particulares e de outros convênios, quanto na ala destinada a paciente SUS, sem qualquer transtorno causado à comunidade itapirense.

Como se torna evidente, o problema da dependência química vem crescendo em todo o país, constituindo-se num dos mais prementes e cruciais problemas de saúde pública.  Atentos a essa questão e em consonância com a sua filosofia, mantida já há várias décadas, de se constituir em posto de socorro às pessoas atormentadas pelas doenças mentais, a Fundação decidiu, já em 2009, firmar um convênio com a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, destinando 105 dos seus 511 leitos ao tratamento desses pacientes.

Para tanto, colocou em prática projetos terapêuticos inovadores, sob supervisão de um dos mais renomados especialistas nesse campo, o prof. Dr. Ronaldo Laranjeira, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo. Assim, já há mais de quatro anos esse serviço vem sendo prestado sem que nenhum tipo de problema tenha afetado a população de nossa cidade.

Mais recentemente, celebramos outro convênio com a referida secretaria, passando a atender mais 15 pacientes dependentes grávidas, prestando-lhes toda a assistência psiquiátrica e clínica, para que possam levar a gestação a bom termo, tanto para elas como para os nascituros.

Em 2012, também mediante convênio com a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, implantamos uma Comunidade Terapêutica Rural Modificada, na fazenda Santa Carlota, de nossa propriedade, com o acolhimento de 80 pacientes em regime de internação voluntária, para consolidar a sua recuperação, visando ao resgate de sua dignidade como seres humanos, para que, enfim possam reconstruir suas vidas, deterioradas pela dependência.

Por fim, ainda atendendo a uma demanda crescente, estamos destinando mais 100 leitos para atendimento desses pacientes, em substituição a igual número de psicóticos crônicos, que foram ou estão sendo deslocados para outras instituições. Naturalmente, essa iniciativa exigiu uma expressiva ampliação de nossa equipe de profissionais, o que já está em vias de conclusão, com a contratação tanto de pessoal de nível técnico como de apoio.

Com exceção da Comunidade Terapêutica Santa Carlota, que representa um acréscimo em nossa capacidade instalada, todos os outros leitos destinados ao tratamento de dependentes químicos constituem simplesmente remanejamento de pacientes, mantido sempre o total de 511 leitos de nosso convênio com o SUS.

Quanto aos rumores que, segundo soubemos, vêm circulando pela cidade, cumpre esclarecer não ser verdade que a “Cracolândia está sendo transferida para Itapira”. Alguns dependentes daquela região têm sido encaminhados para tratamento, mas sempre são levados de volta após a alta.

Também não há nenhuma possibilidade de que pacientes de outras cidades resolvam “ficar” em Itapira, pois todos, por ocasião da alta hospitalar, são encaminhados com a contra-referência para a continuidade do tratamento em suas cidades de origem.

Outra questão que vem sendo levantada refere-se a evasão de pacientes. É de se destacar que elas de fato, esporadicamente, ocorrem, com praticamente todos os pacientes e não somente com dependentes químicos. Mas em todos os casos, são efetuadas buscas e, em geral, os pacientes acabam localizados e reconduzidos ao hospital. Nos raros casos em que isso não acontece, eles geralmente voltam para suas cidades, para suas famílias.

Quer-nos parecer, por fim, que esses rumores têm origem na desinformação e no preconceito com que ainda são tratados os dependentes químicos. É preciso ter em conta que essas pessoas são doentes e, portanto, precisam de tratamento e não de condenações morais. E é exatamente isso que o Bairral vem procurando fazer, oferecendo a essas criaturas toda uma estrutura terapêutica adequada para cada uma das fases de suas patologias, desde a internação hospitalar, passando pelo retorno para tratamento ambulatorial, e, alternativamente, o acolhimento na Comunidade Terapêutica para consolidação de sua recuperação, chegando, por fim, às chamadas repúblicas terapêuticas destinadas à sua reinserção social.

Queremos finalizar tranquilizando a comunidade itapirense. Com base em nossa experiência de décadas no tratamento de doentes mentais de todos os tipos e de todos os graus, certamente teremos condições de dar conta desse novo desafio, proporcionando o melhor aos nossos assistidos, sem que nenhum transtorno venha a incomodar a nossa comunidade.

Itapira (SP), 23 de janeiro de 2014

Alberto Luís de Mello Rosatto

Presidente do Conselho Diretor

Crack e cocaína avançam entre as mulheres em SP

Nos últimos quatro anos, mudou o perfil das mulheres dependentes químicas, que procuram tratamento no ambulatório do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Se antes as mulheres que procuravam tratamento no Programa da Mulher Dependente Química (Promud) eram em maior número de dependentes de álcool, hoje a maioria é de mulheres dependentes em drogas ilícitas.

Entre 1996, quando o Promud começou a funcionar, até 2008, 60% dos casos atendidos no programa correspondiam a mulheres alcoólatras e 40% eram dependentes de drogas. No entanto, a partir de 2009, o número foi invertido: 60% dos casos passaram a representar mulheres dependentes de cocaína e crack e o alcoolismo passou a somar 40% dos atendimentos.

O estudo, que está em andamento e deverá ser divulgado em outubro, durante o Congresso Brasileiro de Psiquiatria, em Curitiba, mostra que houve mudança na faixa etária das mulheres que buscam tratamento, com aumento de dependência das mulheres acima de 30 anos, o que era raro.

“O que temos percebido nos últimos quatro anos é uma mudança no perfil das mulheres. Quando começamos no Promud, as pacientes eram 60% dependentes de álcool e mais velhas, entre 40 anos e 50 anos, e as demais 40% eram muito mais jovens, em torno de 20 anos, dependentes de cocaína. Nos últimos anos, mais de 50% das mulheres que chegaram [no Promud] têm acima dos 30 anos”, disse Patricia Hochgraf, médica-assistente e coordenadora do Promud.

Segundo Patricia, o Promud não tem respostas sobre o que provocou a mudança. “Temos algumas hipóteses. Observamos que aumentou muito a oferta de droga. É mais fácil achar crack. Quase todas as mulheres começam a usar crack e cocaína com o companheiro, seja marido ou namorado. São mulheres que nem usavam drogas antes, o que chama muito a atenção”, disse ela. Patricia ressaltou que muitas mulheres usam crack ou cocaína pensando, por exemplo, que vão emagrecer.

De acordo com Silvia Brasiliano, psicóloga, e também coordenadora do Promud, 70% das pacientes que procuram o tratamento no Promud o fazem por pressão dos filhos. O tratamento contra a dependência, segundo Silvia, deve ser procurado o mais rapidamente possível, principalmente no caso de dependência por crack. “O crack é uma droga que tem grande poder de causar dependência. É o tipo de droga em que se deveria procurar tratamento até uma semana depois”, disse.

Crack e cocaína avançam entre as mulheres em SP

Fonte: Agência Brasil
Publicado em 03/09/2013