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Posts Tagged ‘psiquiatra’

Inovação nos debates do XXVIII Simpósio Bairral – “Entendendo o Universo da Infância e Adolescência”

O Simpósio Bairral, em sua 28ª edição, trouxe no dia 24/6 o entendimento do universo da infância e adolescência.

Foram 13 palestras e 3 plenárias de dúvidas que trataram especificamente do desenvolvimento humano do 0 aos 25 anos. No geral, 11 palestrantes, entre eles pedagogo, psicólogos, psiquiatras, fisioterapeuta, educador físico, assistente social e terapeuta ocupacional se revezaram nas explanações. Com formato dinâmico e inovador, as palestras foram divididas em três blocos, focalizando as faixas de 0 a 4 anos, 5 a 11 anos e 12 a 25 anos.

Temáticas de relevância como desenvolvimento, linguagem, atividade física, drogas, suicídio e sexualidade foram sistematicamente abordadas. As palestras tiveram duração média de 20 minutos, tornando mais atrativa esta edição do evento. Outra novidade foi a possibilidade de envio de perguntas via WhatsApp nas plenárias de dúvidas, permitindo ao público dirimir suas dúvidas e esclarecer os complexos aspectos das fases do desenvolvimento. Palestraram a médica psiquiatra e coordenadora técnica do Centro Integrado do Desenvolvimento da Infância e Adolescência do Bairral (CIDIA), Dra. Tais Moriyama, as neuropsicólogas Liege Felício Baungartner e Jéssica de Holanda, a enfermeira Danieli Bellini, a fisioterapeuta Cibele Faria, a educadora física Daniele Colosso, a terapeuta ocupacional Aymêe Fernandes, a psicóloga Fernanda Perin, os médicos psiquiatras Drs. Caio Cortes e Alessandra Diehl e o assistente social Maurício Landre. A produção, direção e condução das plenárias de dúvidas couberam ao consultor Ricardo Moriyama. O público presente foi de 405 pessoas, composto por profissionais de saúde, educadores, pais e estudantes.

No próximo dia 23/9 teremos a XXIX edição do Simpósio Bairral, trazendo a temática “Desvendando as fronteiras entre a psiquiatria e neurologia”, com ênfase especial nas epilepsias.

XXVIII Simpósio Bairral

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XXVIII Simpósio Bairral

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Quando o luto adoece o coração? Luto normal e patológico

No dia 30 de maio foi realizada mais uma atividade para os associados do Centro de Estudos Psiquiátricos Américo Bairral (Cepab), desta vez abordando um assunto de grande interesse e dificuldade quando se é confrontado com ele: o luto, a perda em si e todo o esforço para a reorganização interna. Houve inicialmente uma explanação teórica pelo Dr. Rafael Pereira, médico do segundo ano de residência em psiquiatria do Instituto Bairral, que destacou o modelo elaborado pela médica Elizabeth Klübler-Ross (1926-2004) e a importante diferenciação entre o luto em si (sendo saudável ou patológico) e o transtorno depressivo. Informações como a maior mortalidade entre indivíduos enlutados e abordagem de tipos de luto patológico chamaram a atenção pela importância prática que adquirem no cotidiano de profissionais de saúde.

Em seguida, a Dra. Viviane Franco, médica psiquiatra plantonista do Instituto Bairral e supervisora do ambulatório geral do CAPS-II Onofre Batista, convidou a todos para uma reflexão acerca da dificuldade em falarmos sobre a morte e sobre as ditas situações-limite, vivências estas que todos atravessaremos, porém causadoras de tanta aflição e evitação por parte da maioria de nós. A Dra. Viviane abordou ainda o crescimento pós-traumático, que permite ao indivíduo um maior desenvolvimento e adaptação em sua vida.

A atividade ainda foi enriquecida pela grande participação dos presentes, com relatos emocionantes sobre casos acompanhados na prática clínica e reflexões relacionadas.

Dr. Rafael Pereira, médico do segundo ano de residência e Dra. Viviane Franco, médica psiquiatra do Instituto Bairral.

Dr. Rafael Pereira, médico do segundo ano de residência e Dra. Viviane Franco, médica psiquiatra do Instituto Bairral.

23.° Congresso da World Sexual Health Association (WAS) 2017

A Dra. Alessandra Diehl, preceptora da residência médica em psiquiatria do Instituto Bairral e atual presidente do Centro de Estudos Psiquiátricos Américo Bairral (Cepab), foi uma das palestrantes no 23.° Congresso da World Sexual Health Association (WAS), evento realizado em Praga, capital da República Checa, entre 28 e 31 de maio. Ela conta que a atividade da qual participou foi um dos simpósios da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana (Sbrash) a convite do seu presidente, o psicólogo Itor Finotelli Júnior. A Dra. Alessandra esteve lá para falar sobre os dados inéditos de um estudo epidemiológico populacional brasileiro a respeito do uso de substâncias e violência entre as minorias sexuais do Brasil. Os dados revelam que entre as minorias sexuais brasileiras a violência começa cedo na vida e persiste durante a fase adulta; acredita-se que estas sejam algumas das vulnerabilidades que podem justificar a maior probabilidade de uso de determinadas drogas desta população.

A Dra. Alessandra contou que o congresso reuniu cerca de 700 especialistas do mundo todo de áreas afins bastante variadas, tais como a clínica, educação, pesquisa e advocacy em saúde sexual e sexualidade, sendo que o Brasil teve a segunda maior delegação, com 45 participantes nesta edição do conclave. Estiveram presentes colegas do Projeto Afrodite da Unifesp, do Protig do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, a diretoria da Sbrash e membros da equipe do grupo de pesquisa em sexualidade CNPQ da Unisal, do qual a Dra. Alessandra também faz parte, entre outros.

Dentre os temas que mais a encantaram, apontou as experiências bem sucedidas de educação sexual nas escolas da Suécia e Finlândia, nas quais existe claramente a evidência de que a educação sexual posterga a iniciação sexual dos jovens; destacou também um programa de saúde sexual on line destinado a imigrantes e refugiados na Alemanha. Salientou ainda que a educação sexual pode ser iniciada já nos primeiros anos escolares com introdução de conceitos como respeito, cuidados com o corpo, privacidade, raças e amor até a introdução de outros assuntos na adolescência para além da dimensão biológica já classicamente introduzida pelos professores, tais como gênero e orientação sexual, por exemplo.

Dra. Alessandra Diehl, psiquiatra e sexóloga do Instituto Bairral, com os demais partipantes da mesa redonda que representou a Sbrash na WAS 2017.

Dra. Alessandra Diehl, psiquiatra e sexóloga do Instituto Bairral, com os demais partipantes da mesa redonda que representou a Sbrash na WAS 2017.

Encontro Anual de Enfermagem e II Semana da Enfermagem “Maria Amélia Torezan”

O mês de maio tem um caráter especial para os profissionais de enfermagem do Instituto Bairral, pois marca a comemoração de inúmeras conquistas galgadas no decorrer dos anos. Ao longo da trajetória do hospital, a enfermagem sempre esteve presente na assistência aos pacientes.

A ocasião foi celebrada de forma descontraída, porém, não menos técnica. No dia 18 houve oportunidade para adquirir conhecimento graças a uma palestra a cargo da renomada médica psiquiatra e sexóloga Dra. Alessandra Elena Diehl B. dos Reis, que pertence ao corpo clínico do Bairral e é preceptora de sua residência médica, a qual abordou o tema “Transexualidade: conhecer para melhor acolher”; e no dia 19, os participantes assistiram a uma apresentação artística a cargo do “stand up” Fernando Strombeck, após a qual ocorreu a premiação do concurso de frases sobre a temática “Bairral oitenta anos”. Em seguida os funcionários se confraternizaram durante um delicioso coquetel ao som de DJ.

“Cuidar de uma pessoa… isso é amor. Cuidar de centenas, isso é… Enfermagem.”

Os organizadores agradecem as equipes de apoio que colaboraram com tanto empenho e carinho para a realização de mais um evento de sucesso.

Médica psiquiatra e sexóloga, Dra. Alessandra Elena Diehl B. dos Reis.

Médica psiquiatra e sexóloga, Dra. Alessandra Elena Diehl B. dos Reis.

O convidado Fernando Strombeck e os enfermeiros do Instituto Bairral Jonas Claudino, Daniela Mistro, Juliana Florêncio, Tamara Bayod, Camila Parentoni e José Alex.

Fernando Strombeck e os enfermeiros do Instituto Bairral Jonas Claudino, Daniela Mistro, Juliana Florêncio, Tamara Bayod, Camila Parentoni e José Alex.

Uma atualização sobre os transtornos do humor na gestação e no puerpério

Estima-se uma prevalência de depressão na gestação da ordem de 7,4% no primeiro, 12,8% no segundo e 12% no terceiro trimestre, ou seja, condições bastante prevalentes na população feminina que engravida e que podem ter um importante impacto sociofamiliar e ocupacional, com riscos para o conjunto mãe e bebê. Daí a importância de profissionais da saúde estarem sempre atualizados sobre esta temática, sabendo reconhecer os principais fatores de risco, avaliar o spectrum da alteração de humor (desde o esperado dentro das gestações até estados mais graves e patológicos como a psicose gestacional e puerperal) e encaminhar e tratar de forma adequada para que o prognóstico seja a contento. Dentro desta perspectiva, os associados do Centro de Estudos Psiquiátricos Américo Bairral (Cepab) estiveram reunidos no mês de abril para discutir uma atualização sobre os transtornos do humor durante a gestação e no puerpério. Na ocasião, teve lugar uma palestra feita pela Dra. Nicole Nunes, médica-residente do segundo ano de psiquiatria do Instituto Bairral, que contou com a colaboração do Dr. Sérgio Tamai, médico psiquiatra do setor Vivenda do hospital, abordando questões práticas do dia-a-dia dessas difíceis situações.  A Dra. Nicole trouxe várias evidências sobre a perspectiva ética de se tratar gestantes com psicofármacos em contraposição aos riscos aumentados de não se tratar. Também mostrou as principais medicações que já receberam avaliações, desde as mais seguras até aquelas que devem ser totalmente evitadas. Cabe ressaltar uma matéria que tem circulado recentemente nas redes sociais que tenta associar o uso de inibidores de recaptação da serotonina (IRSS) durante a gestação e o desenvolvimento de autismo. No entanto, como bem alertaram os palestrantes, tal estudo não controlou os possíveis fatores confundidores. Ambos disseram que pode haver associação e não necessariamente causalidade nesta questão, e que este tipo de estudo tem gerado muito mais pânico do que de fato ajudado a fortalecer os fatores protetores para mulheres que engravidam ou desejam engravidar.

Médica Residente R-2, Nicole Ferraz Nunes e Médico Psiquiatra do Instituto Bairral, Dr. Sérgio Tamai.

Médica Residente R-2, Dra. Nicole Ferraz Nunes e Médico Psiquiatra do Instituto Bairral, Dr. Sérgio Tamai.