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Posts Tagged ‘psiquiatria’

Cine Psiquiatria: “Mommy”

A Dra. Natália Saldanha (médica-residente R2 em psiquiatria do Instituto Bairral) escolheu o filme canadense “Mommy” (2014), do jovem e talentoso diretor Xavier Dolan, para exibição e discussão no Cine Psiquiatria do mês de maio. A escolha foi bastante acertada e agradou vários dos presentes. O filme é um “prato cheio” para quem gosta de estudar a chamada psiquiatria do desenvolvimento, isto porque retrata um adolescente que após o falecimento do pai, ocorrido três anos antes, começa a apresentar alteração importante de conduta, inclusive conduta anti-social, baixo rendimento escolar e indisciplina, entre outros. A história pregressa do personagem principal, contada pela mãe, dá sinais de que ele teria um diagnóstico prévio de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDHA), quadro que comumente cursa com vários outros diagnósticos comórbidos ou duais, como o transtorno por uso de substâncias. No entanto, o tema central do filme e que deu nome ao mesmo é a relação sem contornos, “misturada”, sem limites claros entre o adolescente e sua mãe. Esta relação, repleta de comunicação dupla, apenas reforça o comportamento do adolescente, que parece não ter referências e sofre absurdamente ao ponto de tentar suicídio. Tema, aliás, mais que presente no mundo contemporâneo.

Médica Residente R-2, Dra. Natália Saldanha.

Médica Residente R-2, Dra. Natália Saldanha.

CIDIA promove palestras

O CIDIA – Centro Integrado de Desenvolvimento da Infância e Adolescência, mais uma frente de trabalho do Instituto Bairral de Psiquiatria, está promovendo um ciclo de palestras com temas voltados para as áreas de sua atuação. Essas palestras ocorrem toda segunda segunda-feira de cada mês, no horário das 18h30 às 20h00, e são ministradas por especialistas das mais diversas áreas que compreendem o universo da infância e adolescência. As inscrições são gratuitas.

Neste ano de 2017 já aconteceram três palestras. A primeira foi realizada no dia 13 de março, abordando o tema “Identificação e intervenção precoce em Transtornos do Espectro do Autismo (TEA)”, pronunciada pela psicóloga Tatiane Ribeiro, graduada pela Universidade Mackenzie, que é analista do comportamento, especialista em ABA (Análise do Comportamento Aplicada) e mestre em ciências pelo Departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica da UNIFESP; atualmente é pesquisadora do Serviço de Diagnóstico e Intervenção Precoce do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da USP e coordena uma das mais renomadas equipes de ABA de São Paulo.

A segunda, em 10 de abril, versou sobre “Tratamentos disponíveis para os Transtornos do Espectro do Autismo (TEA)”, e teve como palestrante a Prof.ª Dra. Ana Soledade Graeff Martins, que é Chefe do Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência do Hospital das Clínicas de Porto Alegre (RS).

A terceira palestra abordou o tema “Suicídio na adolescência” e foi apresentada pelo Dr. Caio Pereira Cortes em 8 de maio. Ele é médico psiquiatra e preceptor da residência médica em Psiquiatria da Infância e Adolescência da Faculdade de Medicina da USP.

Dra. Tais Moriyama, Médica Psiquiatra do Instituto Bairral e responsável pelo CIDIA – Centro Integrado de Desenvolvimento da Infância e Adolescência realizou a abertura do Ciclo de Palestras 2017.

Dra. Tais Moriyama, Médica Psiquiatra do Instituto Bairral e responsável pelo CIDIA – Centro Integrado de Desenvolvimento da Infância e Adolescência, realizou a abertura do Ciclo de Palestras 2017.

Participantes de uma das palestras.

Participantes de uma das palestras.

Participantes de uma das palestras.

Participantes de uma das palestras.

Cine Psiquiatria: “A Pequena Miss Sunshine”

No mês de março o projeto “Cine Psiquiatria” exibiu o filme “A Pequena Miss Sunshine”, tendo como mediadora a médica-residente R2 Dra. Nicole Nunes. Trata-se de uma produção norte-americano de 2006 dirigida pelo casal Jonathan Dayton e Valerie Faris que nos propicia um estudo detalhado sobre a dinâmica de uma família. A película enfatiza a questão da individualização das pessoas que compõem a família e dividem o mesmo ambiente, são preocupados com o sustento, no que diz respeito à situação financeira, todavia é visível o desinteresse de cada integrante deste núcleo familiar no tocante a implicar-se com os problemas, angústias e sofrimentos do outro dentro do ambiente familiar. Tal fato aparece de modo sintomático na medida em que a família é apresentada aos observadores de modo individual, cada um com o seu nome, unicamente com o seu primeiro nome, e envolvido em seus sofrimentos psíquicos e interesses pessoais.

O filme também traz uma crítica ao culto à beleza, aos estigmas de vencedores e perdedores, sugerindo que a vida não é um concurso permanente. A vida é fracassar, perder, cair, e, por fim, levantar-se para novamente empurrar aquela velha kombi no caminho certo, como bem observado pelo vovô na frase “O verdadeiro fracassado não é alguém que não vence.O verdadeiro fracassado é aquele que tem tanto medo de não vencer que não chega a tentar”.

Médicos Residentes juntamente com Dra. Alessandra Diehl presentes no projeto “Cine Psiquiatria” com o filme “A Pequena Miss Sunshine”.

Médicos Residentes juntamente com Dra. Alessandra Diehl presentes no projeto “Cine Psiquiatria” com o filme “A Pequena Miss Sunshine”.

“Cine Psiquiatria” exibiu o filme “A Pequena Miss Sunshine”, tendo como mediadora a médica-residente R2 Dra. Nicole Nunes.

“Cine Psiquiatria” exibiu o filme “A Pequena Miss Sunshine”, tendo como mediadora a médica-residente R2 Dra. Nicole Nunes.

Codependência Entre Famílias de Usários de Álcool e Outras Drogas: De Fato uma Doença?

A revista “Debates em Psiquiatria” (RDP) da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) acaba de publicar artigo científico produzido por duas assistentes sociais do Instituto Bairral, Dalzira da Silva (que atua no 4.° andar da Seção Masculina do Prédio Central – Setor de Dependência Química para pacientes do SUS) e Aline Bosso (da unidade externa Mirante, destinada ao tratamento de dependência química de pacientes particulares e de convênios), juntamente com a médica psiquiatra Dra. Alessandra Diehl (preceptora da residência médica em psiquiatria do Instituto Bairral). O foco do artigo é o conceito de codependência, que, muito embora seja bastante popular no meio clínico do campo das dependências químicas, segue sendo considerado um constructo muito criticado e controverso no meio científico. Dalzira da Silva diz que “o objetivo foi avaliar o estado da arte sobre o constructo de codependência de familiares de usuários de álcool e outras drogas, quanto à etiologia e outros possíveis fatores relacionados, através de uma revisão da literatura”.

Os resultados retratam que o conceito de codependência segue teorizado e pouco explorado de forma empírica. Tentativas de escalas de rastreio foram realizadas sem replicações de estudos de campo. De uma forma geral, aqueles que se auto- identificam como pessoas codependentes, uma vez que recebem suporte relatam alguns benefícios positivos. O termo, mais do que um conceito psicológico de fato validado, parece representar um movimento social que deu empoderamento aos membros das famílias de usuários de álcool e outras drogas. A Dra. Alessandra Diehl conclui que “mais estudos de campo sobre a validação conceitual da codependência e os fatores a ela relacionados devem ser conduzidos, a fim de corroborar a sua real utilidade clínica e ampliação de evidência da existência deste fenômeno.”

O artigo poderá ser acessado na íntegra em sua versão on line na página da ABP tão logo esteja disponível para download.

Aline Bosso (da unidade externa Mirante, destinada ao tratamento de dependência química de pacientes particulares e de convênios), juntamente com a médica psiquiatra Dra. Alessandra Diehl (preceptora da residência médica em psiquiatria do Instituto Bairral) e Dalzira da Silva (que atua no 4.° andar da Seção Masculina do Prédio Central – Setor de Dependência Química para pacientes do SUS).

Aline Bosso (da unidade externa Mirante, destinada ao tratamento de dependência química de pacientes particulares e de convênios), juntamente com a médica psiquiatra Dra. Alessandra Diehl (preceptora da residência médica em psiquiatria do Instituto Bairral) e Dalzira da Silva (que atua no 4.° andar da Seção Masculina do Prédio Central – Setor de Dependência Química para pacientes do SUS).

Prêmio de mostra competitiva de vídeos no Congresso Brasileiro de Psiquiatria de 2016 é novamente do Bairral

Pelo segundo ano consecutivo os médicos-residentes de psiquiatria do Instituto Bairral do segundo ano de residência levaram o primeiro lugar na mostra competitiva de vídeos no XXXIV Congresso Brasileiro de Psiquiatria promovido pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em São Paulo (SP), de 16 a 19 de novembro de 2016. O vídeo vencedor foi elaborado pelos R2 Drs. Maria Elisa Bezerra, Paulo Roberto Santana, Flávio Henrique de Simioni, Luana Martinez, Alfredo Piacentin e Leonardo Afonso dos Santos, sob o incentivo e supervisão da Dra. Alessandra Diehl (médica psiquiatra e preceptora da residência em psiquiatria do Instituto Bairral). Trata-se de um documentário de pouco menos de 20 minutos intitulado “Destinos Incertos”, no qual é retratada uma realidade nacional infelizmente bastante comum nos últimos 20 anos com o fechamento compulsório de leitos de hospitais psiquiátricos públicos no Brasil. O documentário faz um paralelo com a história da assistência psiquiátrica no mundo e em nosso país, assim como, de forma bastante didática, explicita o que a Lei 10.216 é de fato e o que ela não é na prática. Contribuíram com a participação de imagem no documentário o Dr. Agenor Pares de Lima, Diretor der Relações Externas do Instituto Bairral, que falou sobre a necessidade do trabalho em rede e na manutenção de bons leitos psiquiátricos, o Dr. Sérgio Tamai, sobre o efeito colateral do fechamento de leitos psiquiátricos, e o Dr. Rafael Lopes sobre a Lei 10.216 como um marco regulatório no cenário da psiquiatria. A comissão julgadora da mostra de vídeo do congresso destacou que o documentário vencedor poderia servir de modelo para as outras residências médicas do Brasil, uma vez que conseguiu, de forma bastante didática e resumida, retratar esse tema, que precisa chegar ao conhecimento de todos os médicos psiquiatras em formação do nosso país.

Dr. Marcelo Ortiz, Dra. Alessandra Diehl, Dr. Marcelo Adelino, Dr. Milan Mitrovich, Dr. Elton Rezende, Dr. Elias Ajub Neto, Dr. Lucas Passos Theodoro , Dr. Rafael Lopes, Dr. Oscar Rudge Taylor de Brito, Dr. Fernado Zezza, Dra. Mirelle Rezende entre os residentes do primeiro, segundo e terceiro ano no Bairral.

Dr. Marcelo Ortiz, Dra. Alessandra Diehl, Dr. Marcelo Adelino, Dr. Milan Mitrovich, Dr. Elton Rezende, Dr. Elias Ajub Neto, Dr. Lucas Passos Theodoro , Dr. Rafael Lopes, Dr. Oscar Rudge Taylor de Brito, Dr. Fernado Zezza, Dra. Mirelle Rezende entre os residentes do primeiro, segundo e terceiro ano no Bairral.

Dra. Alessandra Diehl ( preceptora da residência médica me psiquiatria do Bairral) e a Dra. Maria Elisa Bezerra ( Residente do segundo ano do Bairral) segurando o prêmio recebido.

Dra. Alessandra Diehl ( preceptora da residência médica me psiquiatria do Bairral) e a Dra. Maria Elisa Bezerra ( Residente do segundo ano do Bairral) segurando o prêmio recebido.