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XX Simpósio do Instituto Bairral – um marco

No início deste mês, o Instituto Bairral realizou o seu XX Simpósio com a temática central “Violência e Saúde Mental”. Trata-se de um marco na vida do Instituto, proporcionando dois simpósios anuais de reconhecida qualidade técnica e de organização.

Foram 690 presentes, sendo 103 médicos, 109 psicólogos, 118 profissionais de enfermagem de nível médio, 40 enfermeiros, 31 assistentes sociais, 15 terapeutas ocupacionais, 81 educadores, 135 estudantes e 58 profissionais de diversas áreas. Foram cinco palestras e um debate final.

A palestra inicial proferida pelo Prof. Dr. Daniel Martins de Barros trouxe como tema “Doença Mental e Violência – como se relacionam?” .  Seguiram-se as palestras “Existe crime epiléptico” – Prof. Dr. Renato Luiz Marchetti; “Abuso e Bullying – As conseqüências perversas da violência escondida” – Dr. Ivan Capelatto; “Transtorno de Estresse pós-traumático – A vida depois de um tsunami” – Profa. Dra. Adriana Fiszman; “Drogas – Podemos conter a epidemia?” – Profa. Dra. Sandra Scivoletto. Finalizando, tivemos todos os palestrantes realizando um debate denominado “Autópsia psicológica do Caso de Realengo”, mediado pelo Dr. José Gallucci Neto.

Ressaltamos a enorme repercussão manifestada através de e-mails e vários depoimentos de participantes. Contrariando a tradição, o XXI Simpósio programado para o próximo dia 19 de novembro, foi transferido para o primeiro semestre de 2012, em função das obras de reforma do nosso anfiteatro.

Dr. Ivan Ramos de Oliveira

Dr. Ivan Ramos de Oliveira – Diretor técnico do Instituto Bairral

Público presente no XX Simpósio

Público presente no XX Simpósio

Público presente no XX Simpósio

Público presente no XX Simpósio

Prof. Dr. Daniel Martins de Barros

Prof. Dr. Daniel Martins de Barros

XX Simpósio

José Alex Vicente (enfermeiros do Instituto Bairral), Prof. Dr. Renato Luiz Marchetti e Nivaldo José Caliman (diretor administrativo)

Debate: Autópsia psicológica do caso de Realengo

Debate: Autópsia psicológica do caso de Realengo

Bastidores: Central de Materiais e Esterilização do Instituto Bairral

A Central de Materiais e Esterilização (C.M.E.) é uma unidade que assegura o controle, preparo e esterilização de artigos médico-hospitalares, garantindo a qualidade e contribuindo para a prevenção da infecção hospitalar. Nela realizam-se os processos de limpeza, desinfecção e esterilização de artigos críticos, semi-críticos e não-críticos.

A C.M.E. do Instituto Bairral está dividida em quatro áreas distintas: descontaminação, empacotamento, esterilização e estocagem/distribuição.

A área de descontaminação possui uma barreira física em relação às demais. O fluxo unidirecional permite que os materiais estéreis não se misturem com os não estéreis.

Na área de empacotamento os materiais são inspecionados, selecionados, empacotados e identificados. As embalagens que utilizamos são o Papel Grau Cirúrgico e a SMS, recomendadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas.

A área de esterilização conta com duas autoclaves a vapor sob pressão, nas quais se realiza o processo de destruição de todas as formas de vida microbiana.

A estocagem/distribuição é a área onde os materiais são armazenados e fornecidos para os diversos setores do hospital.

A Central de Materiais e Esterilização tem por finalidade:

  • Concentrar material esterilizado ou não, tornando mais fácil o seu controle, conservação e manutenção.
  • Padronizar os processos de limpeza, preparo, empacotamento e esterilização, assegurando economia de pessoal, material e tempo.
  • Facilitar o controle do consumo, da qualidade do material e dos processos de esterilização, aumentando a segurança no uso.
  • Manter reserva de material a fim de atender prontamente a necessidade de qualquer unidade do hospital.

As atividades desenvolvidas na C.M.E., embora não sejam diretamente relacionadas com o paciente, são por demais importantes, pois delas depende o hospital como um todo.

Além disso, como em todas as áreas de um hospital, as ações dentro desse setor são dinâmicas e exigem aperfeiçoamento e atualização constantes.

Área de descontaminação

Área de descontaminação

Área de empacotamento

Área de empacotamento

Área de empacotamento

Área de empacotamento

Área de empacotamento

Área de empacotamento

Área de esterilização

Área de esterilização

Área de esterilização

Área de esterilização

Área de esterilização

Área de esterilização

Área de armazenamento e distribuição

Área de armazenamento e distribuição

Mega-Artesanal: possibilidade de novos recursos para T.O. no Instituto Bairral

A Terapia Ocupacional é uma ciência na qual se processam a análise e a aplicabilidade da atividade humana, objetivando a prevenção e/ou adaptação do homem nas relações consigo mesmo e com o mundo. É, portanto, uma forma de tratar que envolve ativamente o indivíduo numa relação terapêutica com o seu fazer.

A Terapia Ocupacional em saúde mental visa restabelecer estruturas funcionais e cognitivas do indivíduo que apresenta desorganização interna e externa, por meio de uma tríade entre terapeuta – paciente – atividade.

“A atividade é vida, é projeção de todo um pensar envolvido pela liberdade, pela intencionalidade e vontade de ser.” FRANCISCO (2002)

A ATIVIDADE é uma forma de estabelecer uma relação triádica, podendo projetar a transformação de conteúdos internos em material externo. A atividade não só envolve os materiais e ferramentas utilizados, mas também o ambiente, as relações, as percepções, as habilidades, os sentimentos, o grau de instrução, a cultura na qual o indivíduo está inserido, enfim, a relação cotidiana que o homem estabelece com o mundo.

Entendemos que ser Terapeuta Ocupacional é saber lidar com todas as possibilidades e diversidades de expressão humana, já que todas as pessoas fazem parte de um determinado contexto e seria um contra-senso não considerá-la dessa forma.

É importante identificar as características do meio a que o indivíduo pertence, a funcionalidade ocupacional, tanto nos aspectos que dificultam a realização de determinadas tarefas, como na verificação deste conseguir, obter, ou não, novas aquisições no decorrer da atividade.

A atividade age transportando o indivíduo para outro momento de sua vida, permitindo relacionar experiências objetivas com as subjetivas.

A Terapia Ocupacional no Instituto Bairral possibilita a livre escolha do paciente de um determinado tipo de atividade com a qual se identifica.

Com o passar do tempo e a aparente melhora do quadro, esta atividade pode se alterar em sua complexidade, já que o paciente apresenta-se cognitivamente mais organizado e conectado aos fatores externos.

Esta modificação pode ser feita a partir da intervenção da T.O., do meio externo e/ou interno, ou seja, de acordo com as reais necessidades daquele momento, já que o próprio paciente pode sentir-se motivado para novos desafios.

Visando a atualização de atividades e a introdução de novas técnicas, o Instituto Bairral de Psiquiatria proporciona anualmente a participação das Terapeutas Ocupacionais na Mega-Artesanal, evento que ocorre em São Paulo (SP).

Pela disponibilidade de materiais e técnicas, a feira proporciona novos recursos possíveis de serem adaptados à nossa vivência e necessidades do público alvo.

Terapeutas Ocupacionais do Instituto Bairral

Terapeutas Ocupacionais do Instituto Bairral na Mega-Artesanal em São Paulo

Terapeutas Ocupacionais do Instituto Bairral

Terapeutas Ocupacionais do Instituto Bairral na Mega-Artesanal

1ª Campanha de Saúde Bucal do Instituto Bairral

Nos dias 14 e 17 de junho o Instituto Bairral de Psiquiatria realizou sua 1.a Campanha de Saúde Bucal voltada aos funcionários, que constou de palestra e um dia todo de consultas realizadas pelo cirurgião-dentista da instituição, Dr. Antônio Carlos Crivelaro.

Segundo Crivelaro, a campanha foi elaborada no sentido de motivar os funcionários do hospital sobre a importância da higienização bucal e da visita periódica ao cirurgião-dentista, e não apenas nos casos de urgência. Motivados quanto aos cuidados pessoais, enfatizou, funcionários que trabalham diretamente com pacientes poderão aplicar os conceitos abordados, seja de maneira indireta, apenas na orientação, ou direta, no caso do paciente dependente e que necessita de outra pessoa para cuidar de sua higiene oral.

O tema escolhido – “Sorrir é coisa séria! Não tenha um sorriso amarelo” – foi desenvolvido segundo duas perspectivas: a de que o sorriso, além de demonstrar que a pessoa é mais feliz, também a deixa mais jovem; que sorrir é um ato cortês e de generosidade; sorrir faz bem para a saúde, exercita os músculos da face, evita stress. Um bonito sorriso também é uma questão de marketing, contribuindo na hora de um exame de seleção para emprego, principalmente se for de contato direto com o público. Uma segunda perspectiva é a de que para um bonito sorriso ser alcançado é essencial ter uma boa dentição e, para tanto, a higienização bucal e a ida ao dentista são fundamentais. Associou-se, portanto, a estética, tão valorizada pela mídia atual, com o ser mais feliz, valores que serviram de pano de fundo para que, posteriormente, fossem mostradas as principais doenças bucais – cárie e doença periodontal – e as formas de serem evitadas, já que elas estão diretamente relacionadas à dieta alimentar e à correta higienização bucal.

Cada um dos funcionários presentes à palestra recebeu um kit de higienização bucal contendo escova de dente, fio dental e pasta de dente; também recebeu um folheto explicativo dos principais assuntos desenvolvidos no evento. No final, foram sorteadas cinco profilaxias entre os presentes.

Saúde Bucal

Palestra “Sorrir é coisa séria! Não tenha um sorriso amarelo”

Saúde Bucal

Dr. Crivelaro durante a palestra

Funcionários assistindo palestra do Dr. Crivelaro

Funcionários assistindo palestra do Dr. Crivelaro

“Prevenção e tratamento de drogas na adolescência: intervenção baseada em evidências” – Palestrante: Dr. Ken Winters.

Os profissionais Dalzira da Silva, Marjorye Siqueira, Marina Caversan de Oliveira, Marcelo Ortiz de Souza, Agenor Pares de Lima e Nivaldo José Caliman, funcionários do Instituto Bairral de Psiquiatria, assistiram à palestra “Prevenção e tratamento de drogas na adolescência: intervenção baseada em evidências”, proferida pelo médico Dr. Ken Winters, da Universidade de Minnesota (EUA), especialista em pesquisas de prevenção e tratamento de adolescentes usuários e dependentes de drogas, que foi realizada em 14.6.11 no auditório Ulisses Guimarães do Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista.

Dentre os assuntos abordados, o palestrante enfatizou a importância dos fatores que protegem a criança e o adolescente contra o uso de drogas, tais como: pais próximos e atentos, participando da vida do adolescente; estímulo à competência acadêmica, que promoveria na pessoa uma maior auto- realização; ter um papel na comunidade e na escola em que está inserido.

Enfatizou que todos (família/escola/comunidade) têm um papel fundamental na tarefa de ajudar a criança a desenvolver autocontrole desde a infância. Tal condição poderá diminuir problemas na idade adulta, e auxiliará o adolescente em sua capacidade de julgamento e tomada de decisões mais acertadas em sua vida. Várias pesquisas foram mostradas, nas quais os resultados positivos acontecem; quando as redes estão associadas, o número de usuários diminui, por exemplo.

É preciso entender que o adolescente tende a ser influenciado por seus pares, costuma ser ávido por novidades e geralmente não pensa nas consequências de seus atos, portanto, assume maiores riscos. O palestrante ressaltou que o cérebro está em maturação nesta fase, e com isso os adolescentes tornam-se mais vulneráveis às drogas; e se vierem a fazer uso destas, chegam ao vício e à dependência até mais rápido que o adulto. O cérebro dos adolescentes é menos sensível aos efeitos negativos da droga e mais sensível aos efeitos positivos. Costumam perceber aumento de recompensa no uso do álcool, por exemplo, como a desinibição e não ter “ressaca” no dia seguinte.

O Dr. Ken Winters reforça que é importante buscar tratamento para o adolescente, mas este depende das necessidades de cada pessoa. Nem todos os tratamentos funcionam para todos os adolescentes. Percebe-se que adolescentes que conseguem suportar e lidar com pressões sociais, que têm respaldo adequado (amigos, pais, irmãos), têm melhores resultados na recuperação.

Devem ser levadas em consideração também prováveis comorbidades (TDAH, transtornos ansiosos, depressivos). O palestrante salienta que quando o adolescente se envolve com drogas precocemente, provavelmente existem outras desordens associadas, e a família deve sempre ser engajada e tornar-se parte ativa no tratamento. Abordou também o fato de que o cérebro termina de se desenvolver aos 25 anos, desde que se trate de um desenvolvimento normal, sem drogas.

O profissional que lida com adolescentes deve ter em mente algumas diretrizes que facilitarão o tratamento, como: reconhecer as características do desenvolvimento do adolescente; buscar uma relação empática, aceitando as resistências e procurando favorecer a ambivalência; ajudá-lo a pensar e funcionar como uma espécie de “freio”, entender que a pessoa leva tempo para alterar um hábito, que isso é um processo; o tratamento muitas vezes será longo, contínuo e necessitando de várias intervenções; deve -se acolher os pais, que podem estar muito angustiados; ajudar o adolescente a ponderar sobre seu uso de drogas (quais benefícios ele vê no uso, que valor a droga tem na vida dele), dar dados de realidade e conscientização; ajudá-lo a perceber os problemas em decorrência desse uso (memória, relacionamento familiar, alterações de humor, etc.). Um tratamento atrativo para adolescentes dependentes químicos deve envolver atividades terapêuticas que sejam lúdicas, esportivas e de lazer.

O Dr. Winters respondeu algumas perguntas, dentre elas quanto à legalização da maconha. Ele se diz totalmente contrário à idéia, e nas evidências em pesquisas verificou-se que legalizar é favorecer o aumento do consumo e, consequentemente, os danos em decorrência disso.

Marina, Nivaldo, Marjorye e Dalzira

Marina, Nivaldo, Marjorye e Dalzira

Dr. Marcelo, Nivaldo e Dr. Agenor

Dr. Marcelo, Nivaldo e Dr. Agenor

Marina, Ken Winters, Dr. Agenor, Marjorye, Dalzira e Dr. Marcelo

Marina, Ken Winters, Dr. Agenor, Marjorye, Dalzira e Dr. Marcelo

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