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VI Ciclo de Atualização em Enfermagem

No período de 28 de março a 1.º de abril de 2011 aconteceu, no Centro de Educação Continuada do Instituto Bairral, o VI Ciclo de Atualização em Enfermagem, que abordou o tema “Dependência Química”. Este assunto foi escolhido devido a solicitações dos funcionários e ao grande interesse que desperta no momento atual.

A participação média diária foi de 108 funcionários, compreendendo enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem.

As palestras foram proferidas por membros das equipes multiprofissionais dos setores Mirante (Unidades Externas) e Praxiterapia DQ (SUS – Prédio Central) que assistem pacientes com esse perfil.

A programação foi a seguinte:

  • 28/3/2011 – “Dependência de álcool”. Palestrantes: Marina Caversan de Oliveira e Priscila Jacheta Lauri, psicólogas do setor Mirante.
  • 29/3/2011 – “Dependência de drogas”. Palestrante: Dr. Marcelo Ortiz de Souza, médico psiquiatra dos setores 4.º Andar (Seção Masculina) e Enfermaria Especial Masculina.
  • 30/3/2011 – “Cuidados de enfermagem a pacientes dependentes de álcool”. Palestrante: Lincoln Eduardo Cardoso, enfermeiro do setor Mirante.
  • 31/3/2011 – “Manejo com pacientes dependentes químicos”. Palestrante: José Roberto de Oliveira, enfermeiro do setor 4.º Andar (Seção Masculina).
  • 1/4/2011 – “Atuação do conselheiro na equipe multiprofissional”. Palestrantes: Thiago Paquez Lucon e Patrícia Cristina Soares, conselheiros dos setores 4.º Andar (Seção Masculina), 4.º Andar (Seção Feminina) e Mirante.

O evento, que teve como objetivo a melhoria da qualidade da assistência de enfermagem, possibilitou atualização de conhecimentos, elucidação de dúvidas e reflexão sobre o tema, ampliando a capacitação de nossos funcionários.

VI Ciclo Enfermagem

VI Ciclo Enfermagem

VI Ciclo Enfermagem

VI Ciclo Enfermagem

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Bairral terá residência em psiquiatria

Programa conta com apoio e a coordenação de profissionais da USP e Unifesp

O Instituto Bairral, referência nacional e internacional em Psiquiatria, conquistou o status de hospital escola e vai oferecer a partir de 2012 um Programa de Residência Médica com especialização em Psiquiatria, credenciado pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), do Ministério da Educação. O processo seletivo para o preenchimento das vagas deverá ser realizado até o fim do segundo semestre de 2011.

O Programa, com duração de três anos, contará com a coordenação do mestre em psiquiatria da Faculdade de Medicina na Universidade de São Paulo (USP) José Gallucci Neto, chefe da Enfermaria Metabólica do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (HC), e do doutor em psiquiatria na Faculdade de Medicina da USP, Renato Luiz Marchetti, diretor de ambulatório e coordenador do Programa de Residência do Instituto de Psiquiatria do HC.

Os residentes serão acompanhados ainda por influentes profissionais da Psiquiatria brasileira, entre os quais o doutor em psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da Universidade de Londres, Valentim Gentil Filho, chefe do departamento da faculdade de Medicina da USP, e Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), entre outros renomados psiquiatras.

A criação da residência faz parte da estratégia do Bairral de estender sua atuação para as áreas de produção de conhecimento e formação profissional. A instituição já vem se dedicando à pesquisa por meio de parcerias com universidades e instituições, como o Instituto Sinapse de Campinas com o qual desenvolve ensaios clínicos para avaliar a eficácia de novos tratamentos. A expectativa da direção é que o Programa de Residência venha a promover o aperfeiçoamento profissional e contribuir para suprir a carência de psiquiatras em especial em cidades do interior de São Paulo.

A instituição oferece condições propícias a um programa como esse e ao intercâmbio entre a prática e a teoria. A infraestruura hospitalar, com 820 leitos e grande volume de atendimento, permite o contato e a experiência com casos de patologias diversos, dos mais simples e mais conhecidos pela Psiquiatria aos mais complexos e de difícil tratamento. Um dos coordenadores da Residência aponta outro fator favorável à formação profissional no Bairral: “O Instituto tem estrutura que não está direcionada para o lucro, mas para a atenção ao paciente”, diz o Prof. Dr. Renato Luiz Marchetti.

Por outro lado, um programa como esse, segundo ele, é o centro vital do hospital uma vez que estimula a atualização e a reciclagem profissional de toda a equipe clínica.  Essa opinião é compartilhada pelo psiquiatra José Gallucci Neto, também coordenador do Programa. O Bairral vai ganhar em qualidade técnica. “A residência dá respaldo acadêmico à instituição e obriga a atualização constante de todo corpo médico”, afirma.

O Programa vai oferecer duas novas vagas por ano e em três anos terá seis residentes em formação. A direção do Bairral planeja ainda pleitear novos programas de residência para outras áreas ligadas à psiquiatria, como enfermagem.

Sobre o Instituto Bairral – Localizado em Itapira, município do interior de São Paulo a 166 km da capital, é mantido há quase 80 anos pela Fundação Espírita Américo Bairral, instituição filantrópica sem fins lucrativos. O Instituto mantém uma macroestrutura hospitalar com 820 leitos distribuídos em seis micro-hospitais com projetos terapêuticos específicos para cada diagnóstico. O alto padrão científico é resultado de ações definidas a partir de parcerias com universidades e centros de pesquisa, como USP, Unifesp e Unicamp.

Unidade Prédio Central (SUS)

Unidade Prédio Central (SUS)

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Mais informações:

Educação financeira foi tema de palestra no Bairral

O Instituto Bairral de Psiquiatria promoveu no dia 14 de março a palestra “Educação financeira – Vamos falar de dinheiro?”, ministrada por Conrado Navarro, que possuí MBA executivo em finanças e é sócio fundador do Dinheirama, considerado o melhor blog do mercado de finanças.

O evento aconteceu no anfiteatro da instituição e foi endereçado a todos os funcionários. A escolha do tema se deu em função da sugestão de um funcionário, feita por intermédio da “Caixa de Sugestões”.

Conrado Navarro disse que ao longo da vida foi mudando seu ponto de vista sobre o dinheiro, passando a valorizá-lo como algo realmente capaz de trazer a felicidade. O fato de ensinarem as crianças que o dinheiro é sujo, acredita, é o primeiro fator que leva alguém a ser malsucedido financeiramente. Define também que toda pessoa deve se considerar a mais importante de todas, e pensar primeiro nela e depois nas demais, mesmo no ambiente familiar. Justifica que só assim realmente ela terá condições de cuidar das outras, portanto, não considera essa forma de agir como sendo egoísmo.

Enfatiza que as pessoas ficam se desculpando o tempo todo pelo fato de não estarem bem financeiramente: “não tenho dinheiro pra nada”, “ganho mal”, “não tenho tempo para administrar meu dinheiro” e “trabalho demais”, são algumas das desculpas dadas.

Contudo, o palestrante considera que não é nada fácil mudar essa forma de pensar, sendo necessário um motivo muito forte para que ocorra uma mudança de atitude e, ao invés de só gastar, também se passe a poupar: “A pessoa tem que alimentar dentro de si uma solução financeiramente inteligente e passar a refletir se de fato está dando a devida atenção para coisas importantes, e poupar é uma delas.” E em razão do descontrole financeiro, justificou, 70% dos brasileiros vivem estressados, não sabem como equilibrar de maneira sadia a vida familiar e financeira.

Em certo momento da palestra perguntou: “Você tem tempo para você?”. E respondeu: toda pessoa tem que ter um tempo para ela, inclusive para que possa refletir sobre as formas de como lidar com o dinheiro, e essa é uma tarefa  que precisa ser priorizada. É importante também, continuou, que os pais transmitam bons exemplos aos seus filhos, pois certamente serão imitados. As pessoas devem se preocupar com as próximas gerações, inclusive educando-as quanto a gastos racionais, alertou.

Chamou a atenção para a importância de se fazer uma reserva financeira para emergências. Justifica que é comum as pessoas viverem numa zona de conforto, no “piloto automático”, onde tudo é feito sem questionar. Assim, o primeiro passo para uma educação financeira é se tornar  um administrador das próprias finanças e, para que isso aconteça, é importante chamar a família e expor toda situação, pedir a colaboração de todos. Depois, valorizar cada centavo que se tenha em mãos. Deve-se, também, pensar e planejar ações, as quais podem ser a curto, médio ou longo prazo. Em relação às compras, procure sempre fazer boas negociações, nunca se envergonhando de pedir descontos.  Procure crescer profissionalmente e não fique só esperando aumento de salário. Informe-se sobre investimentos e não valorize demasiadamente a satisfação imediata, ou seja, a compra por impulso, pois é preciso priorizar o que vai se comprar. Importante, também, é não agir como vítima do sistema e da situação, colocando a culpa nos outros por não ter resistido e comprado e, finalmente, é necessário não ter preguiça para mudar. Neste instante alegou que veio pronunciar esta palestra para induzir a plateia a pensar em fazer planejamento financeiro.

A respeito do mercado financeiro, mostrou que existem várias formas de investimentos; no entanto, títulos de capitalização e carros não o são. Desaconselhou que se faça adiantamento do imposto de renda e também se comprometa o 13° salário para pagamento de contas, não o considerando como dinheiro extra. Se a pessoa tiver entrado no cheque especial ou devendo no cartão de crédito, aconselhou que se faça acordo com as instituições e transforme uma divida maior numa menor, o que pode ser feito por meio de um crédito consignado. Não pegar dinheiro emprestado para pagar compras por impulso é igualmente importante: “80 milhões de brasileiros estão endividados, o que corresponde a 42 % da sua população, sendo 30% de jovens de 21 a 30 anos.”

Boa decisão, continuou, é a gente pensar no futuro e não se deixar levar por situações que parecem levar à felicidade, deixando então a frase: “evite comprar o que não precisa, com dinheiro que não tem, para impressionar quem você não gosta”. Cuidado com status, alertou, e procure viver dentro de sua possibilidades. Faça uma avaliação ou diagnóstico de sua situação financeira e, para isso, durante um mês, anote tudo o que ganhou e gastou. A partir de então, defina suas metas e objetivos. Compartilhe com a família sobre as mudanças que pretende fazer, porém, evite fazê-las bruscamente e, se não der certo, não se desmotive e comece tudo de novo.

O que é importante, concluiu, é não gastar mais do que se ganha e sempre ficar de olho nas despesas esporádicas, não se esquecendo de direcionar pelo menos 15% da receita para investimentos.

Conrado Navarro

Conrado Navarro palestrando para funcionários do Bairral

Conrado Navarro

Funcionários sorteados para ganhar um livro do palestrante

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Autor: Antonio Carlos Crivelaro

Cirurgião-dentista do Instituto Bairral

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Bastidores: Manutenção

O Setor de Manutenção do Instituto Bairral conta com 60 funcionários, sendo 14 jardineiros, 12 pedreiros, 11 serventes, 7 pintores, 4 caldeiristas, 3 eletricistas, 2 operadores de Estação de Tratamento de Água (ETA), 2 marceneiros, 1 serralheiro, 1 mecânico, 1 tratador de piscina, 1 tratorista e 1 coordenador.

O setor é responsável pelas obras de construção, manutenção e benfeitorias em todas as unidades do hospital, englobando serviços de alvenaria, elétricos, hidráulicos, serralheria, telefonia, jardinagem, redes de vapor e manutenção preventiva em maquinários da lavanderia, rouparia, cozinha e bombas de sucção de recalque da ETA.

O turno de trabalho é de segunda a sexta-feira, das 7h00 às 16h30, com plantão em finais de semana e feriados para manutenções de emergência.

O setor dispõe de pessoal altamente capacitado para realizar desde tarefas rotineiras até projetos de alta complexidade, como construções diferenciadas, tratamento de água, manutenção e operação de caldeiras.

Além disso, o setor possui oficinas de marcenaria, serralheria e mecânica, todas elas dotadas de equipamentos e maquinários de ponta, que proporcionam rapidez e qualidade aos serviços executados. Vale ressaltar que muitas soluções são desenvolvidas internamente por este setor, resultando em mínima dependência de serviços terceirizados.

Manutencao

Pedreiro trabalhando

Manutencao

Eletricista cuidando da rede elétrica

Manutencao

Pedreiros trabalhando

Manutencao

Construção de móveis na marcenaria

Manutencao

Serralheria

Manutencao

Equipamentos utilizados na rotina diária

Manutencao

Jardinagem

Manutencao

Jardinagem

Manutencao

Jardinagem

Manutencao

Parte da equipe do setor de manutenção

Patologia em Foco: Epilepsias

Conceituação – São sintomas de uma função anormal do cérebro. Não são, em si, uma doença, mas sim um conjunto de doenças decorrentes de um estado fisiológico alterado que têm, em comum, crises epilépticas constatadas na ausência de doenças tóxico-metabólicas ou febris.

Dados históricos – As epilepsias são, provavelmente, tão velhas quanto a humanidade. Durante séculos prevaleceram explicações místicas para as causas que as provocavam. O termo epilepsia aparece no séc. XI, significando “ser atacado bruscamente, de surpresa”. Os conhecimentos mais modernos iniciam-se no séc. XIX, a partir do conceito de foco irritativo e da primeira classificação das epilepsias sob uma ótica estritamente médica. Na década de 1940 surge a eletroencefalografia com registro das descargas elétricas, contribuindo para a elucidação dos mecanismos fisiológicos das crises convulsivas.

Etiopatogenia – As epilepsias podem ser decorrentes de lesões cerebrais adquiridas em qualquer momento da vida, pré-natal, peri-natal ou pós-natal (aqui incluindo períodos mais tardios da vida), lesões essas identificadas (epilepsias sintomáticas) ou presumíveis (epilepsias criptogênicas). São as chamadas epilepsias orgânicas. E as decorrentes de uma hiperexcitabilidade cerebral transmitida geneticamente (baixo limiar convulsógino) ou provocadas por alterações metabólicas, bioquímicas ou fisiológicas. São as chamadas epilepsias funcionais.

Divisão das epilepsiasFocais: decorrentes de lesão cerebral (cicatriz, foco irritativo) em um ou mais locais do córtex cerebral. Representam a grande maioria das epilepsias diagnosticadas (sendo que 70% a 80% delas decorrem de lesões localizadas no lobo temporal); e centrencefálicas, quando as crises originam-se no próprio centrencéfalo. As epilepsias focais podem ter manifestações clínicas evoluindo, ou não, para uma convulsão; na hipótese de não ocorrer convulsão generalizada, podem ser constatadas variedades de sintomas e sinais clínicos chamados de “auras” ou “avisos”. A simples presença de uma aura epiléptica já valida o diagnóstico de epilepsia.

Diagnóstico – É basicamente clínico, calcado na descrição da ocorrência. Exames complementares são realizados para confirmar o diagnóstico clínico. Utilizam-se EEG (lembrando que este pode ser normal em aproximadamente 35% dos epilépticos), RX de crânio (que pode identificar calcificações anômalas no cérebro), LCR (que pode identificar, por exemplo, processos infecciosos agudos ou crônicos), TC , mapeamento cerebral, RM, SPECT).

Convulsão epiléptica – Destacamos os seguintes eventos que ocorrem frequentemente no transcurso de uma crise convulsiva generalizada: perda da consciência, contrações musculares tônico-clônicas (trismo), manifestações vegetativas (elevação da PA e da FC, midríase, congestão cutânea, sudorese, pilo ereção, hipersecreção glandular, hipersalivação), relaxamento esfincteriano, quedas com possíveis traumatismos (mais comum nas epilepsias centrencefálicas) e manifestações imediatamente ao pós-crise convulsiva (sonolência, agitação, estada confusional).

Tratamento – O medicamentoso é feito com uso de drogas anticonvulsivantes. Deve-se visar, sempre que possível, a monoterapia. A associação medicamentosa só deve ocorrer quando não se consegue o controle das crises com o uso máximo da dose do medicamento escolhido para a monoterapia. Nas epilepsias parciais, com convulsão ou não, utilizam-se drogas como o fenobarbital, a carbamazepina, a fenitoína, o valproato de sódio, a gabapentina. Nas epilepsias idiopáticas com crises generalizadas utiliza-se mais comumente o valproato, clonazepam e etossuximida (esta, nas crises de ausência). O tratamento cirúrgico pode ter indicação em pacientes selecionados que não responderam ao tratamento medicamentoso (aqui, incluindo o uso de novas drogas que vão sendo disponibilizadas na prática médica).

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Autor:

Dr. José Ricardo de Abreu

Médico Psiquiatra do Instituto Bairral de Psiquiatria

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