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VISITA DO HOSPITAL NOSSO LAR – FORTALEZA (CE)

Em 26 de outubro recebemos a visita de uma equipe do Hospital Nosso Lar, localizado no bairro de Benfica, em Fortaleza (CE). Integravam o grupo, além da Presidente Sra. Luzia Lucineide da Luz Bastos e do Diretor Administrativo Financeiro Sr. Alekssandre Belarmino Mesquita, vários profissionais de diversas áreas como Ouvidoria, Enfermagem, Psicologia, Manutenção, Serviço Social, Terapia Ocupacional e da Consultoria Organizacional.

O objetivo principal da visita foi conhecer a estrutura do Bairral e seus protocolos de atuação, além da abordagem de assuntos de interesse comum. O Hospital Nosso Lar foi fundado em 1968 e possuí 260 leitos destinados ao tratamento de transtornos mentais em regime de internação, sendo 160 destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). É mantido pela Instituição Espírita Nosso Lar, criada em 1948, que nos seus primeiros 20 anos de existência atuou no acolhimento de crianças em situação de vulnerabilidade social.

Diretor Superintendente do Bairral Nivaldo junto a Presidente Sra. Luzia e o Diretor Administrativo Financeiro Sr. Alekssandre do Hospital Nosso Lar.

Coordenador Nacional de Saúde Mental visita Bairral

No último dia 30 de abril, o Bairral recebeu a honrosa visita do Dr. Quirino Cordeiro, Coordenador Nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde. Na oportunidade foi recepcionado por lideranças setoriais e por membros dos Conselhos Diretor e Curador.

Durante reunião de trabalho, o Dr. Quirino apresentou aos presentes os detalhes do trabalho desenvolvido nos últimos 12 meses. Apontou inúmeras irregularidades nos programas do Ministério da Saúde, em especial na área de saúde mental, todas gravíssimas, que foram devidamente encaminhadas ao serviço de auditoria do SUS. Tivemos ainda a oportunidade de discorrer e questionar sobre o a Portaria MS 3588 de 21/12/2017 e suas consequências ao Bairral. Inúmeras dúvidas foram dirimidas aos participantes. Num segundo momento da visita, o Dr. Quirino percorreu as instalações do Bairral. No período da tarde, acompanhado pelo Diretores Técnico e Superintendente, visitou as instalações da Comunidade Terapêutica Rural Santa Carlota.  Na oportunidade, recepcionado por seu Coordenador Técnico, Mauricio Landre, conheceu todo projeto terapêutico, assim como, participou de atividade grupal com todos os residentes. Novos momentos de contato estão programados, como possível reunião em Brasília, objetivando viabilizar novos projetos, como a criação de uma C.T. feminina e finalmente a obtenção do status de hospital Escola para a nossa Instituição.

Dr. Quirino com os residentes da C.T. Santa Carlota.

Dr. Quirino com os residentes da C.T. Santa Carlota.

 

Dr. Marcelo Ortiz, Maurício Landre, Dr. Quirino Cordeiro e Nivaldo.

Dr. Marcelo Ortiz, Maurício Landre, Dr. Quirino Cordeiro e Nivaldo.

 

Dr. Quirino e lideranças do Bairral. O SUS e suas interfaces.

Dr. Quirino e lideranças do Bairral. O SUS e suas interfaces.

 

Momento de visita na C.T. Santa Carlota.

Momento de visita na C.T. Santa Carlota.

 

Diretores e Lideranças do Bairral recepcionaram Dr. Quirino Cordeiro.

Diretores e Lideranças do Bairral recepcionaram Dr. Quirino Cordeiro.

Caminhada “Janeiro Branco”

Na tarde do dia 23 de janeiro foi realizada uma caminhada em prol da campanha “Janeiro Branco”, a qual contou com a participação dos pacientes matriculados no CAPS II “Onofre Batista” e de integrantes de sua equipe multiprofissional.

A ação teve como objetivo sensibilizar a população sobre a importância de cuidar da saúde mental e instruí-la acerca dos serviços oferecidos pelo CAPS II “Onofre Batista”, que é um serviço de saúde aberto e comunitário do SUS, especializado no tratamento de pessoas com transtornos mentais graves e persistentes.

Com roupas brancas e placas informativas referentes à campanha “Janeiro Branco”, a caminhada teve como ponto de partida o CAPS II e dirigiu-se até a Praça Bernardino de Campos, na parte central de Itapira, onde um estande foi montado para receber a população. Num clima bastante descontraído, os participantes passaram uma tarde agradável com muitas pessoas, conversando sobre a campanha e distribuindo mensagens positivas e motivadoras armazenadas dentro de bexigas brancas. Além disso, o estande contou com um painel interativo que permitiu à população deixar sua marca digital, a qual representa a sua participação e envolvimento com a campanha. As digitais deram forma à copa de uma árvore, simbolizando vitalidade, evolução, força, sabedoria, equilíbrio e crescimento, elementos importantes para uma boa saúde mental.

Participantes da campanha “Janeiro Branco”.

Participantes da campanha “Janeiro Branco”.

Participantes da campanha “Janeiro Branco”.

Participantes da campanha “Janeiro Branco”.

Apresentação de pôster de Terapia Ocupacional no XXXV Congresso Brasileiro de Psiquiatria

As terapeutas ocupacionais Aline Coraça Trevelin e Juliana C. dos Santos Ribeiro, que trabalham nos setores que tratam de dependência química (serviço SUS) do Instituto Bairral, apresentaram um pôster na categoria Prática Clínica no XXXV Congresso Brasileiro de Psiquiatria, promovido pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e realizado em São Paulo (SP) de 25 a 28 de outubro de 2017.

Com o título “A reorganização da rotina do dependente químico”, o pôster das duas profissionais trouxe o relato do trabalho por elas desenvolvido, o qual tem como um dos focos principais o desdobramento de uma rotina com base em um instrumento de avaliação validado no Brasil denominado “Lista de Papéis Ocupacionais”.

A proposta aplicada busca auxiliar o paciente no resgate das funções e papéis ocupacionais perdidos e na reestruturação de uma vida autônoma e com maiores possibilidades de manutenção de um processo de recuperação/reabilitação.

Para tanto, ao término do tratamento no Bairral é realizada uma abordagem grupal, na qual os pacientes fazem um levantamento por meio do instrumento supramencionado, o qual apresenta 10 papéis ocupacionais definidos separadamente: 1) estudante; 2) trabalhador; 3) voluntário; 4) cuidador; 5) serviço doméstico; 6) amigo; 7) membro de família; 8) religioso; 9) passatempo/amador; 10) participante em organizações. Há também a categoria “Outro’ para serem adicionados outros papéis não listados, caso referidos pelo entrevistado (CORDEIRO et al, 2007).  Os pacientes são orientados a assinalar qual o período em que desempenharam o papel nos tempos passado/presente e se gostariam de realizá-lo no futuro, de maneira a conhecer quais deles foram perdidos, mantidos, ganhos ou mesmo nunca desempenhados por eles ao longo de suas vidas. Outro item que também é considerado nesta lista é a incumbência percebida pelo paciente, sendo identificado no que diz respeito ao grau de importância que o mesmo atribui para cada papel, com os seguintes graus a serem referidos: “nenhuma importância”, “alguma importância” ou “muita importância” (CORDEIRO, 2005). 

O preenchimento desta lista ajuda-os a reconhecer as perdas ocupacionais e sociais causadas pela dependência química e delimita os papéis que são considerados relevantes e que desejariam retomar no “futuro”. A partir deste ponto, é elaborada juntamente com os pacientes uma rotina na qual possa ser viabilizada a inclusão desses papéis.

Para facilitar a organização e a visualização das atividades que o paciente deseja desenvolver após a internação, é fornecida uma tabela com todos os dias da semana, intercalada com os horários dos três períodos: manhã, tarde e noite.  Nesta tabela é possível distribuir e visualizar as atividades selecionadas e incluir os horários que serão utilizados para o tratamento.  São fornecidos junto a este trabalho os horários e endereços dos grupos de autoajuda e tratamento ambulatorial para facilitar a procura por esses serviços.

Pode-se, assim, observar que esse grupo funciona como um catalisador para os processos de mudança da vida ocupacional do paciente, desde sua admissão até o momento de preparação para a alta. Ele consegue identificar os prejuízos causados pelo uso de substâncias e os benefícios do tratamento. Na elaboração da rotina enfoca-se a capacidade do mesmo de planejar e organizar sua vida ocupacional a partir de seus desejos, dentro de suas possibilidades, limitações e do ambiente no qual está inserido.

As terapeutas ocupacionais Aline Coraça Trevelin e Juliana C. dos Santos Ribeiro.

As terapeutas ocupacionais Aline Coraça Trevelin e Juliana C. dos Santos Ribeiro.

Festas de fim de ano no setor DQ feminino

No dia 12 de dezembro realizou-se no Instituto Bairral a confraternização com famílias das pacientes do Setor de Dependência Química Feminino do Prédio Central (SUS) para comemorar as datas festivas do final de ano – Natal e Ano Novo –, com o intuito de promover uma maior integração entre pacientes, equipes e familiares num ambiente de descontração, valorizando seus aspectos saudáveis e resgatando valores e sentimentos que essa época do ano desperta.

A dependência química acarreta para os pacientes diversas consequências pessoais e sociais. O dependente químico acaba priorizando o uso da substância, sendo essa relação marcada por perdas e prejuízos que atingem não só o dependente, mas todos os que têm relação com o mesmo, tornando-se comuns os conflitos, o rompimento de vínculos e diversas dificuldades familiares. Confraternizações como essa de que estamos dando notícia constituem um esforço para superar esses obstáculos e cooperar com a recuperação do mesmo.

A programação teve início com apresentação do Programa Terapêutico e da equipe multiprofissional aos familiares, ocorrendo em seguida a apresentação do coral (pacientes do 3.° e do 4.° andares); ao final foi exibido um vídeo com fotos das pacientes no seu dia-a-dia do tratamento e da apresentação de dança feita por elas por ocasião da Olimpíada interna do hospital. As festividades se completaram com um lanche da tarde servido no refeitório do Prédio Central, que as pacientes aproveitaram como um momento de carinho e aconchego junto das famílias.

Constatou-se boa adesão dos familiares e grande envolvimento das pacientes, atitudes que produzem reflexo positivo na evolução do tratamento. A confraternização aproximou equipe e pacientes, que trabalharam em conjunto nos ensaios para que as apresentações tivessem o êxito que se alcançou. Foi possível também resgatar a auto-estima e habilidades outrora esquecidas pelos longo tempo de adicção, mas, acima de tudo, as pacientes puderam revelar e inspirar a possibilidade de viver momentos felizes e muito prazerosos sem o consumo de álcool ou drogas.

Equipe técnica do setor dependência química presente no evento.

Equipe técnica do setor dependência química presente no evento.


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