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Caminhada “Janeiro Branco”

Na tarde do dia 23 de janeiro foi realizada uma caminhada em prol da campanha “Janeiro Branco”, a qual contou com a participação dos pacientes matriculados no CAPS II “Onofre Batista” e de integrantes de sua equipe multiprofissional.

A ação teve como objetivo sensibilizar a população sobre a importância de cuidar da saúde mental e instruí-la acerca dos serviços oferecidos pelo CAPS II “Onofre Batista”, que é um serviço de saúde aberto e comunitário do SUS, especializado no tratamento de pessoas com transtornos mentais graves e persistentes.

Com roupas brancas e placas informativas referentes à campanha “Janeiro Branco”, a caminhada teve como ponto de partida o CAPS II e dirigiu-se até a Praça Bernardino de Campos, na parte central de Itapira, onde um estande foi montado para receber a população. Num clima bastante descontraído, os participantes passaram uma tarde agradável com muitas pessoas, conversando sobre a campanha e distribuindo mensagens positivas e motivadoras armazenadas dentro de bexigas brancas. Além disso, o estande contou com um painel interativo que permitiu à população deixar sua marca digital, a qual representa a sua participação e envolvimento com a campanha. As digitais deram forma à copa de uma árvore, simbolizando vitalidade, evolução, força, sabedoria, equilíbrio e crescimento, elementos importantes para uma boa saúde mental.

Participantes da campanha “Janeiro Branco”.

Participantes da campanha “Janeiro Branco”.

Participantes da campanha “Janeiro Branco”.

Participantes da campanha “Janeiro Branco”.

Apresentação de pôster de Terapia Ocupacional no XXXV Congresso Brasileiro de Psiquiatria

As terapeutas ocupacionais Aline Coraça Trevelin e Juliana C. dos Santos Ribeiro, que trabalham nos setores que tratam de dependência química (serviço SUS) do Instituto Bairral, apresentaram um pôster na categoria Prática Clínica no XXXV Congresso Brasileiro de Psiquiatria, promovido pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e realizado em São Paulo (SP) de 25 a 28 de outubro de 2017.

Com o título “A reorganização da rotina do dependente químico”, o pôster das duas profissionais trouxe o relato do trabalho por elas desenvolvido, o qual tem como um dos focos principais o desdobramento de uma rotina com base em um instrumento de avaliação validado no Brasil denominado “Lista de Papéis Ocupacionais”.

A proposta aplicada busca auxiliar o paciente no resgate das funções e papéis ocupacionais perdidos e na reestruturação de uma vida autônoma e com maiores possibilidades de manutenção de um processo de recuperação/reabilitação.

Para tanto, ao término do tratamento no Bairral é realizada uma abordagem grupal, na qual os pacientes fazem um levantamento por meio do instrumento supramencionado, o qual apresenta 10 papéis ocupacionais definidos separadamente: 1) estudante; 2) trabalhador; 3) voluntário; 4) cuidador; 5) serviço doméstico; 6) amigo; 7) membro de família; 8) religioso; 9) passatempo/amador; 10) participante em organizações. Há também a categoria “Outro’ para serem adicionados outros papéis não listados, caso referidos pelo entrevistado (CORDEIRO et al, 2007).  Os pacientes são orientados a assinalar qual o período em que desempenharam o papel nos tempos passado/presente e se gostariam de realizá-lo no futuro, de maneira a conhecer quais deles foram perdidos, mantidos, ganhos ou mesmo nunca desempenhados por eles ao longo de suas vidas. Outro item que também é considerado nesta lista é a incumbência percebida pelo paciente, sendo identificado no que diz respeito ao grau de importância que o mesmo atribui para cada papel, com os seguintes graus a serem referidos: “nenhuma importância”, “alguma importância” ou “muita importância” (CORDEIRO, 2005). 

O preenchimento desta lista ajuda-os a reconhecer as perdas ocupacionais e sociais causadas pela dependência química e delimita os papéis que são considerados relevantes e que desejariam retomar no “futuro”. A partir deste ponto, é elaborada juntamente com os pacientes uma rotina na qual possa ser viabilizada a inclusão desses papéis.

Para facilitar a organização e a visualização das atividades que o paciente deseja desenvolver após a internação, é fornecida uma tabela com todos os dias da semana, intercalada com os horários dos três períodos: manhã, tarde e noite.  Nesta tabela é possível distribuir e visualizar as atividades selecionadas e incluir os horários que serão utilizados para o tratamento.  São fornecidos junto a este trabalho os horários e endereços dos grupos de autoajuda e tratamento ambulatorial para facilitar a procura por esses serviços.

Pode-se, assim, observar que esse grupo funciona como um catalisador para os processos de mudança da vida ocupacional do paciente, desde sua admissão até o momento de preparação para a alta. Ele consegue identificar os prejuízos causados pelo uso de substâncias e os benefícios do tratamento. Na elaboração da rotina enfoca-se a capacidade do mesmo de planejar e organizar sua vida ocupacional a partir de seus desejos, dentro de suas possibilidades, limitações e do ambiente no qual está inserido.

As terapeutas ocupacionais Aline Coraça Trevelin e Juliana C. dos Santos Ribeiro.

As terapeutas ocupacionais Aline Coraça Trevelin e Juliana C. dos Santos Ribeiro.

Festas de fim de ano no setor DQ feminino

No dia 12 de dezembro realizou-se no Instituto Bairral a confraternização com famílias das pacientes do Setor de Dependência Química Feminino do Prédio Central (SUS) para comemorar as datas festivas do final de ano – Natal e Ano Novo –, com o intuito de promover uma maior integração entre pacientes, equipes e familiares num ambiente de descontração, valorizando seus aspectos saudáveis e resgatando valores e sentimentos que essa época do ano desperta.

A dependência química acarreta para os pacientes diversas consequências pessoais e sociais. O dependente químico acaba priorizando o uso da substância, sendo essa relação marcada por perdas e prejuízos que atingem não só o dependente, mas todos os que têm relação com o mesmo, tornando-se comuns os conflitos, o rompimento de vínculos e diversas dificuldades familiares. Confraternizações como essa de que estamos dando notícia constituem um esforço para superar esses obstáculos e cooperar com a recuperação do mesmo.

A programação teve início com apresentação do Programa Terapêutico e da equipe multiprofissional aos familiares, ocorrendo em seguida a apresentação do coral (pacientes do 3.° e do 4.° andares); ao final foi exibido um vídeo com fotos das pacientes no seu dia-a-dia do tratamento e da apresentação de dança feita por elas por ocasião da Olimpíada interna do hospital. As festividades se completaram com um lanche da tarde servido no refeitório do Prédio Central, que as pacientes aproveitaram como um momento de carinho e aconchego junto das famílias.

Constatou-se boa adesão dos familiares e grande envolvimento das pacientes, atitudes que produzem reflexo positivo na evolução do tratamento. A confraternização aproximou equipe e pacientes, que trabalharam em conjunto nos ensaios para que as apresentações tivessem o êxito que se alcançou. Foi possível também resgatar a auto-estima e habilidades outrora esquecidas pelos longo tempo de adicção, mas, acima de tudo, as pacientes puderam revelar e inspirar a possibilidade de viver momentos felizes e muito prazerosos sem o consumo de álcool ou drogas.

Equipe técnica do setor dependência química presente no evento.

Equipe técnica do setor dependência química presente no evento.

Confraternização de Natal no Programa de DQ

A dependência química (DQ) é uma doença crônica e recorrente, e acarreta sérias consequências pessoais e sociais para o futuro dos jovens e de toda a sociedade. Uma vez estabelecida a dependência, o usuário acaba priorizando o uso da substância em detrimento de outras atividades e obrigações. Essa relação com a substância é marcada por perdas e prejuízos que atingem não somente o dependente, mas todos que, direta ou indiretamente, têm relações com ele, em especial seus familiares. Estes sofrem por serem vistos como corresponsáveis pela formação dos filhos, estando diretamente atrelados ao seu desenvolvimento saudável ou doentio. Tornam-se comuns o agravamento dos conflitos, o rompimento dos vínculos e principalmente as dificuldades dos familiares em lidar com a dependência química.

Pensando no resgate desses vínculos, foi realizada uma confraternização de Natal com os familiares, funcionários e pacientes do programa de DQ do Prédio Central (setor SUS) do Instituto Bairral, com o objetivo de integrá-los, promovendo a vivência dessa data festiva de forma saudável.

A programação iniciou-se com a exibição de um vídeo motivacional, abordando a proposta e as etapas de evolução do tratamento, ilustradas por meio de fotos da rotina de atividades dos pacientes, e foi finalizada com a apresentação da equipe multidisciplinar.

Os pacientes se organizaram previamente para a apresentação do coral, atividade que já é realizada semanalmente como parte do programa terapêutico. Elaboraram cartas de agradecimento enfatizando a importância da presença da família para o sucesso do tratamento, e também para Deus, promovendo o resgate da espiritualidade.

Ao final foi realizado um lanche da tarde e entregues as lembranças de Natal, confeccionadas pelos próprios pacientes na Terapia Ocupacional.

Houve boa adesão dos familiares e envolvimento dos pacientes, com reflexo positivo na evolução do tratamento.

Confraternização de Natal com os familiares, funcionários e pacientes do programa de DQ do Prédio Central (setor SUS) do Instituto Bairral.

Confraternização de Natal com os familiares, funcionários e pacientes do programa de DQ do Prédio Central (setor SUS) do Instituto Bairral.

Confraternização de Natal com os familiares, funcionários e pacientes do programa de DQ do Prédio Central (setor SUS) do Instituto Bairral.

Confraternização de Natal com os familiares, funcionários e pacientes do programa de DQ do Prédio Central (setor SUS) do Instituto Bairral.

Hortoterapia para dependentes químicos em processo de tratamento

A equipe do 4.° Andar da Seção Masculina (Prédio Central – SUS) do Instituto Bairral, ala destinada ao tratamento de desintoxicação e motivação de dependentes químicos, tem desenvolvido a atividade de hortoterapia com os pacientes desse setor, sob a coordenação da terapeuta ocupacional Aline Coraça e do enfermeiro Jose Alex Vicente. Ao que tudo indica, a hortoterapia é uma ferramenta que, como uma atividade terapêutica, nasceu antes mesmo da Psiquiatria estruturar-se como ciência propriamente dita, pois já era utilizada nos séculos XVIII e XIX como coadjuvante na melhora de sintomas negativos de pacientes psiquiátricos. Há relatos anedóticos de que o pintor holandês Vincent Van Gogh teve muitas de suas telas inspiradas nos jardins e culturas com os quais teve contato no hospital onde esteve internado. Isto porque o cultivo de plantas e o trabalho de jardinagem proporcionam o desenvolvimento de uma série de habilidades que podem estar comprometidas na doença da dependência química, tais como a concentração, a perseverança, a paciência, a serenidade, a interação afetiva com algo produtivo e o trabalho solidário em equipe, promovendo bem-estar, redução da ansiedade, aumentando funções sociais e fortalecendo estruturas físicas. Assim, o processo como um todo estabelece também uma resposta emotiva positiva que suscita do produto final criado pelos próprios protagonistas desta “obra”.

Terapeuta Ocupacional Aline Coraça e Monitor Romano

Terapeuta Ocupacional Aline Coraça e Monitor Romano

Monitor Romano aguando um dos canteiros.

Monitor Romano aguando um dos canteiros.


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