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Posts Tagged ‘Tabagismo’

Centro de Estudos Psiquiátricos Américo Bairral – CEPAB recebe palestra sobre “Tratamento do Tabagismo”

No dia 29/01/2019 o Centro de Estudos Psiquiátricos Américo Bairral – CEPAB – teve o prazer de receber a Dra Renata Cruz Soares de Azevedo. Ela é coordenadora do Ambulatório de Substâncias Psicoativas – ASPA, da Unicamp, além de atual chefe do Depto. de Psiquiatria.
O tema abordado foi “Tratamento do Tabagismo”, enriquecido pela experiência de retirada do tabaco na enfermaria do HC da Unicamp. Há 10 anos a enfermaria de psiquiatria da Unicamp foi pioneira no Estado de São Paulo entre as unidades psiquiátricas e conseguiu eliminar o cigarro em todas as internações realizadas, tornando o HC livre de tabaco. Também foram explorados detalhes das abordagens farmacológicas e comportamentais para o tratamento do tabagismo. Como exemplo, podemos citar: a bupropiona, a vareniclina, a nortriptilina, as terapias de reposição de nicotina (TRN) e a terapia cognitivo-comportamental (TCC). O evento encerrou-se após resposta às dúvidas e troca de experiências entre a palestrante e os participantes do evento. Agradecemos a colaboração do Laboratório Libbs, que proporcionou o transporte da palestrante ao Instituto Bairral.

Dr. Elias Ajub Neto e Dra Renata Cruz Soares de Azevedo.

Dr. Elias Ajub Neto e Dra Renata Cruz Soares de Azevedo.

 

Capacitação de Profissionais de Saúde para Tratamento do Tabagismo no SUS – Abordagem intensiva do fumante

Enfermeiros, psicólogas e terapeutas ocupacionais do Bairral participaram em 17 e 18 de janeiro da “Capacitação de Profissionais de Saúde para Tratamento do Tabagismo no SUS – Abordagem intensiva do fumante”, realizada em São Paulo (SP) pelo Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), órgão da Secretaria Estadual da Saúde, e coordenada pela especialista Sandra Silva Marques.

O tabagismo é a segunda maior causa de morte evitável no mundo. E a bituca do cigarro é um grande problema ambiental, pois não é biodegradável e contém química nociva.

Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), o Programa de Controle do Tabagismo tem como objetivo reduzir a prevalência de fumantes e a consequente morbimortalidade relacionada ao consumo de derivados do tabaco, seguindo um modelo lógico no qual ações educativas, de comunicação e de atenção á saúde, junto com o apoio à adoção ou cumprimento de medidas legislativas e econômicas, se potencializam para prevenir a iniciação no tabagismo, principalmente entre adolescentes e jovens; para promover a cessação de fumar; e para proteger a população da exposição à fumaça ambiental do tabaco e reduzir o dano individual, social e ambiental dos produtos derivados do tabaco.

Enfermeiros, psicólogas e terapeutas ocupacionais do Bairral durante "Capacitação de Profissionais de Saúde para Tratamento do Tabagismo no SUS - Abordagem intensiva do fumante"

Enfermeiros, psicólogas e terapeutas ocupacionais do Bairral durante “Capacitação de Profissionais de Saúde para Tratamento do Tabagismo no SUS – Abordagem intensiva do fumante”

Enfermeiros, psicólogas e terapeutas ocupacionais do Bairral durante "Capacitação de Profissionais de Saúde para Tratamento do Tabagismo no SUS - Abordagem intensiva do fumante"

Enfermeiros, psicólogas e terapeutas ocupacionais do Bairral durante “Capacitação de Profissionais de Saúde para Tratamento do Tabagismo no SUS – Abordagem intensiva do fumante”

Programa de Capacitação para Tratamento do Tabagismo

No dia 17 de outubro um grupo de profissionais do Instituto Bairral participou do “Programa de Capacitação para Tratamento do Tabagismo” realizado pelo Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), órgão da Secretaria Estadual de Saúde, em parceria com o Programa Estadual do Controle de Tabagismo. Fizeram parte do grupo as psicólogas Mariana Curi, Priscila J. Lauri e Silmara C. Luciano, os enfermeiros Juliana M. Florêncio, Lincoln Eduardo Cardoso e Marco Aurélio T. Longo, a terapeuta ocupacional Aline Coraça Trevelin e a farmacêutica Josi Aparecida M. S. de Araújo.

O tabagismo é uma doença pediátrica (início precoce por volta dos 13 anos de idade) e crônica, gerada pela dependência à nicotina, droga presente em qualquer derivado do tabaco, como cigarro, charuto, cachimbo, cigarro de palha, cigarrilha, rapé, tabaco mascado (fumo de rolo), cigarro de Bali e narguilé (cachimbo de água utilizado para fumar), entre outros. O usuário de produtos de tabaco é exposto continuamente a quase 8.000 substâncias tóxicas, sendo cerca de 60 delas cancerígenas. Essa exposição faz do tabagismo o mais importante fator de risco isolado de doenças graves e fatais, caracterizando a primeira causa de morte evitável no mundo.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), além do sofrimento que o tabaco causa nas famílias com as mortes e doenças, a perda da produtividade e o tratamento de doenças com ele relacionados geram enormes gastos para as nações por ano no mundo.

Torna-se relevante mencionar alguns dados atualizados fornecidos pelo Ministério da Saúde:

  • O tabaco mata seis em cada dez consumidores.
  • 428 pessoas morrem por dia no Brasil por causa do tabagismo.
  • 12,6% da todas as mortes no país podem ser atribuídas ao tabagismo.
  • Mais de 156 mil dessas mortes poderiam ser evitadas a cada ano.
  • Fumantes homens perdem 6,12 anos de vida.
  • Fumantes mulheres perdem 6,71 anos de vida.
  • Esse quadro gera um custo de R$ 23 bilhões aos cofres públicos todos os anos.
  • 80% dos fumantes têm o desejo de cessar o uso, porém somente de 3 a 5% conseguem sem a ajuda profissional.

O programa é destinado à capacitação de profissionais de saúde de nível universitário para auxiliar as pessoas a deixar de fumar, fornecendo-lhes todas as informações e estratégias necessárias para direcionar seus próprios esforços nesse sentido. Consiste de uma abordagem ativa e pragmática, em que elas são incentivadas a aplicar o que aprenderam com o programa em outros aspectos de sua vida.

A estratégia do programa prevê grupos que são realizados semanalmente e divididos em quatro sessões, totalizando um período de quatro semanas. Aborda os comportamentos, pensamentos e sentimentos dos fumantes, utilizando métodos de redução, medicações como apoio e interação do grupo para incentivar as mudanças.

Lincoln Eduardo Cardoso, Juliana M. Florêncio, Silmara C. Luciano, Priscila J. Lauri, Aline Coraça Trevelin, Josi Aparecida M. S. de Araújo, Marco Aurélio T. Longo e Mariana Curi.

Lincoln Eduardo Cardoso, Juliana M. Florêncio, Silmara C. Luciano, Priscila J. Lauri, Aline Coraça Trevelin, Josi Aparecida M. S. de Araújo, Marco Aurélio T. Longo e Mariana Curi.

Enfermeiro ministra palestra sobre tabagismo no Dia Mundial sem Tabaco

O tabagismo é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como doença epidêmica que causa dependência física, psicológica e comportamental. Trata-se de um problema de saúde pública global que mata milhares de pessoas em todo o mundo.

No dia 31 de maio, Dia Mundial sem Tabaco, foi ministrada pelo enfermeiro Marílton Silva uma palestra sobre tabagismo para os pacientes dos setores 1º, 2.°, 3.° e 4.° Andares Masculinos (Prédio Central – Serviço SUS) e da unidade externa Estância. O palestrante destacou o papel que a publicidade exerceu e exerce na adoção do consumo de derivados do tabaco, especialmente cigarro, algo também estimulado pelos pais ou responsáveis, parentes, professores, ídolos e amigos que exercem uma grande influência quando fazem uso.

O foco principal de sua fala consistiu nos prejuízos que o tabaco causa ao dependente. De acordo com a OMS, é a principal causa de morte evitável em todo o mundo, sendo responsável por 63% dos óbitos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis. Dessas, o tabagismo é responsável por 85% das mortes por doença pulmonar crônica (bronquite e enfisema), 30% por diversos tipos de câncer, 25% por doença coronariana (angina e infarto) e 25% por doenças cerebrovasculares (acidente vascular cerebral). Além de estar associado às doenças crônicas não transmissíveis, o tabagismo também é um fator importante de risco para o desenvolvimento de outras doenças, tais como tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose e catarata, entre outras.

Fumar é um comportamento extremamente reforçado diariamente. A abordagem com base no modelo cognitivo comportamental é a técnica recomendada para o tratamento do tabagista, tendo como premissa básica o entendimento de que o ato de fumar é um comportamento aprendido, desencadeado e mantido por determinadas situações e emoções, que leva à dependência devido às propriedades psicoativas da nicotina. O tratamento objetiva, portanto, a aprendizagem de um novo comportamento, por meio da promoção de mudanças nas crenças e desconstrução de vinculações comportamentais com o ato de fumar, combinando intervenções cognitivas com treinamento de habilidades comportamentais.

A palestra foi concluída com depoimentos de três pacientes do 4° Andar Feminino do Prédio Central que fumaram por mais de quinze anos, uma das quais gestante, e que pararam de fumar dentro de nossa instituição. Tal feito foi possível devido à participação destas pacientes em grupos; sendo assim, todos os pacientes tabagistas foram estimulados a trilhar este mesmo caminho, que pode dar certo!

Profissionais do Instituto Bairral envolvidos no trabalho do "Dia Mundial Sem Tabaco".

Profissionais do Instituto Bairral envolvidos no trabalho do “Dia Mundial Sem Tabaco”.