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Programa de Capacitação para Tratamento do Tabagismo

No dia 17 de outubro um grupo de profissionais do Instituto Bairral participou do “Programa de Capacitação para Tratamento do Tabagismo” realizado pelo Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), órgão da Secretaria Estadual de Saúde, em parceria com o Programa Estadual do Controle de Tabagismo. Fizeram parte do grupo as psicólogas Mariana Curi, Priscila J. Lauri e Silmara C. Luciano, os enfermeiros Juliana M. Florêncio, Lincoln Eduardo Cardoso e Marco Aurélio T. Longo, a terapeuta ocupacional Aline Coraça Trevelin e a farmacêutica Josi Aparecida M. S. de Araújo.

O tabagismo é uma doença pediátrica (início precoce por volta dos 13 anos de idade) e crônica, gerada pela dependência à nicotina, droga presente em qualquer derivado do tabaco, como cigarro, charuto, cachimbo, cigarro de palha, cigarrilha, rapé, tabaco mascado (fumo de rolo), cigarro de Bali e narguilé (cachimbo de água utilizado para fumar), entre outros. O usuário de produtos de tabaco é exposto continuamente a quase 8.000 substâncias tóxicas, sendo cerca de 60 delas cancerígenas. Essa exposição faz do tabagismo o mais importante fator de risco isolado de doenças graves e fatais, caracterizando a primeira causa de morte evitável no mundo.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), além do sofrimento que o tabaco causa nas famílias com as mortes e doenças, a perda da produtividade e o tratamento de doenças com ele relacionados geram enormes gastos para as nações por ano no mundo.

Torna-se relevante mencionar alguns dados atualizados fornecidos pelo Ministério da Saúde:

  • O tabaco mata seis em cada dez consumidores.
  • 428 pessoas morrem por dia no Brasil por causa do tabagismo.
  • 12,6% da todas as mortes no país podem ser atribuídas ao tabagismo.
  • Mais de 156 mil dessas mortes poderiam ser evitadas a cada ano.
  • Fumantes homens perdem 6,12 anos de vida.
  • Fumantes mulheres perdem 6,71 anos de vida.
  • Esse quadro gera um custo de R$ 23 bilhões aos cofres públicos todos os anos.
  • 80% dos fumantes têm o desejo de cessar o uso, porém somente de 3 a 5% conseguem sem a ajuda profissional.

O programa é destinado à capacitação de profissionais de saúde de nível universitário para auxiliar as pessoas a deixar de fumar, fornecendo-lhes todas as informações e estratégias necessárias para direcionar seus próprios esforços nesse sentido. Consiste de uma abordagem ativa e pragmática, em que elas são incentivadas a aplicar o que aprenderam com o programa em outros aspectos de sua vida.

A estratégia do programa prevê grupos que são realizados semanalmente e divididos em quatro sessões, totalizando um período de quatro semanas. Aborda os comportamentos, pensamentos e sentimentos dos fumantes, utilizando métodos de redução, medicações como apoio e interação do grupo para incentivar as mudanças.

Lincoln Eduardo Cardoso, Juliana M. Florêncio, Silmara C. Luciano, Priscila J. Lauri, Aline Coraça Trevelin, Josi Aparecida M. S. de Araújo, Marco Aurélio T. Longo e Mariana Curi.

Lincoln Eduardo Cardoso, Juliana M. Florêncio, Silmara C. Luciano, Priscila J. Lauri, Aline Coraça Trevelin, Josi Aparecida M. S. de Araújo, Marco Aurélio T. Longo e Mariana Curi.

Capacitação para profissionais das Residências Terapêuticas

Em 5 de outubro teve lugar no Centro de Educação Continuada do Instituto Bairral uma capacitação para funcionários das Residências Terapêuticas, com o objetivo de atualizar e ampliar o conhecimento a respeito de como funciona esse serviço, além do aprimoramento sobre técnicas práticas de urgências e emergências nas RTs.

Os temas abordados foram: CAPS II como referência ao serviço de Residência Terapêutica; atribuições do cuidador; autonomia e independência do morador; ética e humanização; normas e regulamentos; questões sociais; estimulação cognitiva; cuidados gerais (higiene, curativos, medicação); e urgências e emergências. As abordagens foram de natureza teórica e prática.

A capacitação teve duração de quatro horas e foi conduzida pelas enfermeiras Camila da Costa Parentoni e Roberta Inácio do Couto Rossi, como representantes do CAPS II e das RTs, e enfermeiros Jonas Felipe Claudino e Marco André Theodoro, direcionando toda a dinâmica prática e extra-hospitalar. Integrando a equipe, foi muito importante a participação da assistente social Fernanda Castilho Rondelo, exemplificando questões sociais que caracterizam este modelo de serviço, bem como das demais profissionais da equipe multiprofissional do CAPS II, a psicóloga Fernanda Oliveira Perin e a terapeuta ocupacional Mariana Dutra Zafani, que focalizaram questões de estímulo cognitivo e terapêutico nas atividades do dia-a-dia destes pacientes.

O evento foi muito positivo e dinâmico, com participação ativa dos funcionários submetidos à capacitação.

Enfermeira Roberta Inácio do Couto Rossi abordando assuntos da capacitação.

Enfermeira Roberta Inácio do Couto Rossi abordando assuntos da capacitação.

Funcionários das Residências Terapêuticas e enfermeiros durante a capacitação.

Funcionários das Residências Terapêuticas e enfermeiros durante a capacitação.

Abordagens práticas.

Abordagens práticas.

Enfermeiros Jonas Felipe Claudino e Camila da Costa Parentoni, a assistente social Fernanda Castilho Rondelo, a psicóloga Fernanda Oliveira Perin e os enfermeiros Roberta Inácio do Couto Rossi e Marco André Theodoro.

Enfermeiros Jonas Felipe Claudino e Camila da Costa Parentoni, a assistente social Fernanda Castilho Rondelo, a psicóloga Fernanda Oliveira Perin e os enfermeiros Roberta Inácio do Couto Rossi e Marco André Theodoro.

O Cine Psiquiatria contempla a mulher que inaugurou a terapia ocupacional no Brasil

O Cine Psiquiatria do mês de abril escolheu o filme “Nise – O Coração da Loucura” (2016), do diretor Roberto Berliner, para exibição e discussão juntamente com a convidada e mediadora Aline Coraça, terapeuta ocupacional do 4.° andar da Seção Feminina (Prédio Central – Serviço SUS) do Instituto Bairral, que cuida de mulheres com problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas. O filme é um retrato da trajetória da psiquiatra alagoana Nise da Silveira (interpretada por Glória Pires), que em 1944 passou a trabalhar no Hospital Pedro II, antigo Centro Psiquiátrico Nacional, no Rio de Janeiro. O filme foi bastante feliz ao retratar com muita sensibilidade a evolução de um ambiente extremamente brutalizado, desumanizado e abandonado para viabilizar a construção de outros significados da valorização do humano e de seus afetos por meio da atividade, do fazer e da arte e suas manifestações do inconsciente. Nise da Silveira é considerada uma das inauguradoras da terapia ocupacional no Brasil, dando voz e espaço para que emergisse uma nova profissão, que este ano comemorará 100 anos de existência, como, também, deu protagonismo aos doentes mentais cronificados e esquecidos por políticas públicas de descaso para a época. Hoje a terapia ocupacional, um dos fortes pilares dos projetos terapêuticos do Instituto Bairral de Psiquiatria, é considerada um dos instrumentos terapêuticos essenciais para compor o arsenal de estratégias necessárias para tratar os portadores de transtornos mentais.

Aline Coraça, terapeuta ocupacional do Instituto Bairral.

Aline Coraça, terapeuta ocupacional do Instituto Bairral.

Equipe do Bairral participa do primeiro Lual no Instituto Padre Haroldo

A convite de Rogério Bosso, psicólogo e coordenador do programa de reinserção social do Instituto Padre Haroldo, a Dra. Alessandra Diehl e a terapeuta ocupacional Aline Coraça, ambas do 4.° andar da Seção Masculina (Prédio Central – Serviço SUS) do Instituto Bairral (setor denominado Espaço Girassol), participaram do primeiro Lual cultural daquela instituição. A proposta foi realizar um bate-papo informal sobre sexualidade com música e violão, ao ar livre, em uma atmosfera descontraída, de forma a oportunizar espaços de lazer, aprendizado e informação para dependentes químicos em processo de reinserção social em ambientes de integração social que garantam e valorizem a sobriedade.

Estiveram presentes no bate-papo sobre sexualidade cerca de 50 acolhidos e outros membros da equipe técnica do Instituto Padre Haroldo, localizado em Campinas (SP), em local cuidadosamente preparado pelos próprios acolhidos para receber as duas convidadas.

A Dra. Alessandra comentou que para ela essa experiência foi um grande desafio, pois teve que “se virar nos trinta” para responder diversas perguntas que muitas vezes são ainda tabus no nosso meio e difíceis de serem abordadas em grupo. Mas que se sentiu muito otimista por perceber a abertura e receptividade que os técnicos do Instituto Padre Haroldo e os próprios acolhidos deram ao tema dentro de suas realidades e vivências da interface dependência química e sexualidade. Complementando, afirmou que gostaria que outras instituições que trabalham com dependentes químicos adotassem iniciativas como esta, pois a saúde sexual faz parte da qualidade de vida e deve ser um indicador que não pode ser negligenciado no tratamento dos problemas relacionados ao uso de substâncias.

Equipe do Bairral participa do primeiro Lual no Instituto Padre Haroldo

Equipe do Bairral participa do primeiro Lual no Instituto Padre Haroldo

Festa de Natal do Recanto

Em 5 de dezembro realizou-se a 19.ª Festa de Natal do setor Recanto, uma das unidades de tratamento do Instituto Bairral. Essa atividade, criada pela terapeuta ocupacional Maria Salete, tem o objetivo de reunir famílias, pacientes e equipe para uma confraternização alegre e descontraída.  É um espaço de troca de informações sobre a evolução dos pacientes crônicos, bem como uma oportunidade de desfrutar o bem-estar de um momento em família.

O setor ficou todo enfeitado e preparado para receber a todos com o maior carinho; muitas famílias já conhecem o Recanto há muito tempo, e famílias novas estavam curiosas para vivenciar a festa.

Inicialmente foi realizada a apresentação de coral. Os pacientes ensaiam o ano todo para esse dia, com canções em português e inglês. Eles fecharam a apresentação com a canção “Imagine”, de John Lennon, fazendo com que as famílias se aproximassem para cantar junto, e se emocionassem.

Em seguida foram servidos os comes e bebes em meio a muita descontração, troca de experiências entre as famílias, orientações e acolhimento pela equipe, além da visita do Papai Noel, encenada por um dos pacientes que se vestiu com a fantasia para distribuir balas aos convidados e colegas, criando instantes de grande magia e alegria para todos.

Para estes pacientes crônicos a presença da família, muitas vezes rara no dia-a-dia, torna-se um momento único. Com comportamento muitas vezes pueril e/ou dependente de seus parentes, são esses os únicos laços que puderam fazer em toda sua vida, e a presença deles numa oportunidade como essa é o maior presente que o Natal poderia lhes proporcionar.

Infelizmente alguns já perderam todos seus familiares, sendo a equipe do setor seu único vínculo, e esta, até mesmo pelos muitos anos de convivência de grande parte dos funcionários, acolhe-os e compreende-os do mesmo modo, tornando o Recanto uma grande família!


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