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Festa de Natal- Estância

No dia 22 de dezembro, no setor Estância, uma das unidades geriátricas do Instituto Bairral de Psiquiatria, foi realizada a tradicional festa de Natal para os pacientes, juntamente com a equipe multiprofissional.

A festa contou com um café da manhã especial, apresentação de músicas e finalizou com uma apresentação de dança realizada pelas bailarinas do Estúdio Arte e Movimento, desta cidade. A professora Danila Sabadini e suas alunas apresentaram duas danças e foram aplaudidas com muito entusiasmo pelos pacientes, que se beneficiaram com tal arte nessa manhã festiva. Além disso, um paciente foi caracterizado como Papai Noel e uma profissional vestiu-se de Mamãe Noel, animando mais ainda o ambiente. Como presentes, foram distribuídos porta-retratos confeccionados pela terapeuta ocupacional do setor com fotos significativas para os pacientes.

Além desse acontecimento, a Estância desenvolveu atividades diferenciadas nas duas últimas semanas de dezembro: os grupos terapêuticos, de estimulação e a praxiterapia tiveram atividades relacionadas com esta época do ano, e os pacientes confeccionaram enfeites e fizeram a montagem das árvores de Natal do setor, entre outras atividades estimulantes e prazerosas.

Funcionárias do setor Estância promoveram a tradicional festa de Natal aos pacientes.

Funcionárias do setor Estância promoveram a tradicional festa de Natal aos pacientes.

Funcionárias do setor Estância e as bailarinas do Estúdio Arte e Movimento.

Funcionárias do setor Estância e as bailarinas do Estúdio Arte e Movimento.

Bailarinas do Estúdio Arte e Movimento.

Bailarinas do Estúdio Arte e Movimento.

A festa contou com a participação de um Papai Noel.

A festa contou com a participação de um Papai Noel.

XVI CONFERÊNCIA LATINO-AMERICANA DE COMUNIDADES TERAPÊUTICAS

De 7 a 9 de dezembro realizou-se no Expo Dom Pedro, em Campinas (SP), a XVI Conferência Latino-Americana de Comunidades Terapêuticas (Clact Brasil) e o I Congresso Estadual de Políticas sobre Drogas (Cepad). O tema escolhido – “Comunidades terapêuticas: conservar a essência de portas abertas para a inovação” – foi abordado em duas principais dimensões: “Aspectos técnicos e teóricos” e “Desafios para o biênio”. Estavam presentes cerca de 1.000 pessoas de todo o Brasil e de 12 países.

            A terapeuta ocupacional Aline Coraça Trevelin participou e apresentou dois pôsteres abordando o trabalho que vem sendo realizado nos setores de pacientes dependentes químicos masculinos e femininos do Prédio Central (serviço SUS) do Instituto Bairral de Psiquiatria. Os pôsteres foram elaborados por Aline juntamente com a terapeuta ocupacional Juliana Cristina dos Santos Ribeiro. Um deles busca demonstrar uma proposta de desenvolvimento da prática clinica da terapia ocupacional com pacientes dependentes de drogas ilícitas, focada principalmente no adoecimento ocupacional vivido por esses indivíduos e usando como base a teoria dos Estágios Motivacionais. Por meio dessa referência o grupo é conduzido considerando a necessidade demonstrada durante quatro fases: pré-contemplação, contemplação, ação e manutenção.

            A proposta abrange cerca de 100 pacientes (homens e mulheres) internados de forma predominantemente voluntária no Instituto Bairral por um período médio de 75 dias. Pretende-se que durante esse tempo o paciente, ao alcançar as quatro fases, esteja preparado para a alta, com um planejamento de sua rotina extra-hospitalar, a qual visará à continuidade em serviços da rede, tais como CAPS- AD, grupos de mútua ajuda, “repúblicas”, etc.

            A reestruturação da vida ocupacional, de acordo com as demandas do indivíduo, é uma das principais metas do trabalho, visto que, além de constituir um indicativo de saúde, auxiliará como um fator de promoção e proteção da saúde do paciente após sua alta médica.

            “A reorganização da rotina do dependente químico” é o título de outro trabalho por elas desenvolvido, o qual tem como um dos focos principais o desdobramento de uma rotina com base num instrumento de avaliação validado no Brasil denominado “Lista de Papéis Ocupacionais”. Ao término do tratamento é realizada uma abordagem grupal, na qual os pacientes fazem um levantamento por meio do instrumento supramencionado. O preenchimento desta lista ajuda-os a reconhecer as perdas ocupacionais e sociais causadas pela dependência química e delimita os papéis que são considerados relevantes e que desejariam retomar no “futuro”. A partir deste ponto é elaborada, juntamente com os pacientes, uma rotina na qual possa ser viabilizada a inclusão desses papéis. Na elaboração da rotina enfoca-se a capacidade do mesmo de planejar e organizar sua vida ocupacional a partir de seus desejos, dentro de suas possibilidades, limitações e do ambiente no qual está inserido.

            O evento contou com palestrantes nacionais e internacionais de renome, que estiveram compartilhando seu conhecimento e experiência, como o presidente da Associación Proyecto Hombre España, Luis B. Bononato Vázquez, que falou sobre a “Comunidade terapêutica inserida na política de drogas”. O primeiro centro dessa associação foi aberto em 1984 e unifica as 27 fundações do Projeto Hombre na Espanha que trabalham em prevenção, tratamento e reinserção de pessoas com problemas de drogas e outras adicções em 210 instalações e atuação de 20 profissionais.

            O projeto trabalha com oito comissões de especialistas:

  • Plano estratégico
  • Avaliação
  • Inovação
  • Formação
  • Comunicação
  • Prevenção (escola e trabalho)
  • Voluntariado
  • Internacional

            Bononato ressaltou a importância de um trabalho conjunto envolvendo a administração pública, as empresas e ONG´s. Várias campanhas de prevenção têm sido feitas no âmbito dessa mobilização em conjunto com o governo espanhol e a Escuela de Familias para sensibilizar jovens e famílias. Analisando um estudo feito de 2012 a 2016 pelo referido projeto, chegou-se às seguintes conclusões:

  • Como substância única, a cocaína situa-se em primeiro lugar, ainda que o álcool, em qualquer de seus formatos, a supere.
  • Uma de cada dez pessoas que inicia o tratamento o faz por problemas com a cannabis.
  • Existe uma tendência de baixa do uso de álcool.
  • Observam-se diferenças nas idades do uso abusivo em função das substâncias, sendo o álcool e a cannabis as de início mais precoce.

Considerando estas conclusões, os conclaves formularam algumas recomendações:

  • Investir na reinserção sociolaboral.
  • Elaborar estratégias de prevenção, detecção precoce e intervenção no âmbito laboral.
  • Implantar recursos de apoio que facilitem o acesso a mulheres com encargos familiares e de trabalho.
  • Analisar profundamente o impacto dos abusos sofridos, especialmente em mulheres, pelo uso de drogas.
  • Melhorar a intervenção com o ambiente sociofamiliar.
  • Promoção da formação e emprego.
  • Coordenação com a rede pública de saúde mental.
  • Incentivar a aplicação de medidas alternativas à prisão.

            Há algumas ações ou atividades que se fazem no nível europeu (entre todos os países membros), porque se considera que é mais eficaz e pode conseguir mais valor agregado e fazê-lo juntos, porém as legislações e políticas são decididas em nível nacional.

            A vantagem da maneira como funciona na Europa é que ocorre um diálogo muito mais técnico e com mais evidência científica do que antes, porém isso não significa que as decisões tenham deixado de ser políticas.

            O papel dos países e dos programas de saúde pública é muito importante, e não só falando do álcool. Na Europa, o comércio não tem todos os direitos. Por exemplo: com o tabaco, na Europa, os governos têm obtido resultados importantes em consequência das medidas tomadas para reduzir o consumo de tabaco, evitar enfermidades como o câncer, etc.

Aline Coraça Trevelin, terapeuta ocupacional do Instituto Bairral de Psiquiatria.

Aline Coraça Trevelin, terapeuta ocupacional do Instituto Bairral de Psiquiatria.

Aline Coraça Trevelin e o diretor superintendente do Instituto Bairral Nivaldo José Caliman.

Aline Coraça Trevelin e Nivaldo José Caliman, diretor superintendente do Instituto Bairral .

Programa de Capacitação para Tratamento do Tabagismo

No dia 17 de outubro um grupo de profissionais do Instituto Bairral participou do “Programa de Capacitação para Tratamento do Tabagismo” realizado pelo Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), órgão da Secretaria Estadual de Saúde, em parceria com o Programa Estadual do Controle de Tabagismo. Fizeram parte do grupo as psicólogas Mariana Curi, Priscila J. Lauri e Silmara C. Luciano, os enfermeiros Juliana M. Florêncio, Lincoln Eduardo Cardoso e Marco Aurélio T. Longo, a terapeuta ocupacional Aline Coraça Trevelin e a farmacêutica Josi Aparecida M. S. de Araújo.

O tabagismo é uma doença pediátrica (início precoce por volta dos 13 anos de idade) e crônica, gerada pela dependência à nicotina, droga presente em qualquer derivado do tabaco, como cigarro, charuto, cachimbo, cigarro de palha, cigarrilha, rapé, tabaco mascado (fumo de rolo), cigarro de Bali e narguilé (cachimbo de água utilizado para fumar), entre outros. O usuário de produtos de tabaco é exposto continuamente a quase 8.000 substâncias tóxicas, sendo cerca de 60 delas cancerígenas. Essa exposição faz do tabagismo o mais importante fator de risco isolado de doenças graves e fatais, caracterizando a primeira causa de morte evitável no mundo.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), além do sofrimento que o tabaco causa nas famílias com as mortes e doenças, a perda da produtividade e o tratamento de doenças com ele relacionados geram enormes gastos para as nações por ano no mundo.

Torna-se relevante mencionar alguns dados atualizados fornecidos pelo Ministério da Saúde:

  • O tabaco mata seis em cada dez consumidores.
  • 428 pessoas morrem por dia no Brasil por causa do tabagismo.
  • 12,6% da todas as mortes no país podem ser atribuídas ao tabagismo.
  • Mais de 156 mil dessas mortes poderiam ser evitadas a cada ano.
  • Fumantes homens perdem 6,12 anos de vida.
  • Fumantes mulheres perdem 6,71 anos de vida.
  • Esse quadro gera um custo de R$ 23 bilhões aos cofres públicos todos os anos.
  • 80% dos fumantes têm o desejo de cessar o uso, porém somente de 3 a 5% conseguem sem a ajuda profissional.

O programa é destinado à capacitação de profissionais de saúde de nível universitário para auxiliar as pessoas a deixar de fumar, fornecendo-lhes todas as informações e estratégias necessárias para direcionar seus próprios esforços nesse sentido. Consiste de uma abordagem ativa e pragmática, em que elas são incentivadas a aplicar o que aprenderam com o programa em outros aspectos de sua vida.

A estratégia do programa prevê grupos que são realizados semanalmente e divididos em quatro sessões, totalizando um período de quatro semanas. Aborda os comportamentos, pensamentos e sentimentos dos fumantes, utilizando métodos de redução, medicações como apoio e interação do grupo para incentivar as mudanças.

Lincoln Eduardo Cardoso, Juliana M. Florêncio, Silmara C. Luciano, Priscila J. Lauri, Aline Coraça Trevelin, Josi Aparecida M. S. de Araújo, Marco Aurélio T. Longo e Mariana Curi.

Lincoln Eduardo Cardoso, Juliana M. Florêncio, Silmara C. Luciano, Priscila J. Lauri, Aline Coraça Trevelin, Josi Aparecida M. S. de Araújo, Marco Aurélio T. Longo e Mariana Curi.

Capacitação para profissionais das Residências Terapêuticas

Em 5 de outubro teve lugar no Centro de Educação Continuada do Instituto Bairral uma capacitação para funcionários das Residências Terapêuticas, com o objetivo de atualizar e ampliar o conhecimento a respeito de como funciona esse serviço, além do aprimoramento sobre técnicas práticas de urgências e emergências nas RTs.

Os temas abordados foram: CAPS II como referência ao serviço de Residência Terapêutica; atribuições do cuidador; autonomia e independência do morador; ética e humanização; normas e regulamentos; questões sociais; estimulação cognitiva; cuidados gerais (higiene, curativos, medicação); e urgências e emergências. As abordagens foram de natureza teórica e prática.

A capacitação teve duração de quatro horas e foi conduzida pelas enfermeiras Camila da Costa Parentoni e Roberta Inácio do Couto Rossi, como representantes do CAPS II e das RTs, e enfermeiros Jonas Felipe Claudino e Marco André Theodoro, direcionando toda a dinâmica prática e extra-hospitalar. Integrando a equipe, foi muito importante a participação da assistente social Fernanda Castilho Rondelo, exemplificando questões sociais que caracterizam este modelo de serviço, bem como das demais profissionais da equipe multiprofissional do CAPS II, a psicóloga Fernanda Oliveira Perin e a terapeuta ocupacional Mariana Dutra Zafani, que focalizaram questões de estímulo cognitivo e terapêutico nas atividades do dia-a-dia destes pacientes.

O evento foi muito positivo e dinâmico, com participação ativa dos funcionários submetidos à capacitação.

Enfermeira Roberta Inácio do Couto Rossi abordando assuntos da capacitação.

Enfermeira Roberta Inácio do Couto Rossi abordando assuntos da capacitação.

Funcionários das Residências Terapêuticas e enfermeiros durante a capacitação.

Funcionários das Residências Terapêuticas e enfermeiros durante a capacitação.

Abordagens práticas.

Abordagens práticas.

Enfermeiros Jonas Felipe Claudino e Camila da Costa Parentoni, a assistente social Fernanda Castilho Rondelo, a psicóloga Fernanda Oliveira Perin e os enfermeiros Roberta Inácio do Couto Rossi e Marco André Theodoro.

Enfermeiros Jonas Felipe Claudino e Camila da Costa Parentoni, a assistente social Fernanda Castilho Rondelo, a psicóloga Fernanda Oliveira Perin e os enfermeiros Roberta Inácio do Couto Rossi e Marco André Theodoro.

O Cine Psiquiatria contempla a mulher que inaugurou a terapia ocupacional no Brasil

O Cine Psiquiatria do mês de abril escolheu o filme “Nise – O Coração da Loucura” (2016), do diretor Roberto Berliner, para exibição e discussão juntamente com a convidada e mediadora Aline Coraça, terapeuta ocupacional do 4.° andar da Seção Feminina (Prédio Central – Serviço SUS) do Instituto Bairral, que cuida de mulheres com problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas. O filme é um retrato da trajetória da psiquiatra alagoana Nise da Silveira (interpretada por Glória Pires), que em 1944 passou a trabalhar no Hospital Pedro II, antigo Centro Psiquiátrico Nacional, no Rio de Janeiro. O filme foi bastante feliz ao retratar com muita sensibilidade a evolução de um ambiente extremamente brutalizado, desumanizado e abandonado para viabilizar a construção de outros significados da valorização do humano e de seus afetos por meio da atividade, do fazer e da arte e suas manifestações do inconsciente. Nise da Silveira é considerada uma das inauguradoras da terapia ocupacional no Brasil, dando voz e espaço para que emergisse uma nova profissão, que este ano comemorará 100 anos de existência, como, também, deu protagonismo aos doentes mentais cronificados e esquecidos por políticas públicas de descaso para a época. Hoje a terapia ocupacional, um dos fortes pilares dos projetos terapêuticos do Instituto Bairral de Psiquiatria, é considerada um dos instrumentos terapêuticos essenciais para compor o arsenal de estratégias necessárias para tratar os portadores de transtornos mentais.

Aline Coraça, terapeuta ocupacional do Instituto Bairral.

Aline Coraça, terapeuta ocupacional do Instituto Bairral.


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