Santa Carlota

Comunidade Terapêutica

Sobre a comunidade

Diferente do tratamento convencional, a opção Santa Carlota tem se consolidado como o mais inovador modelo de acolhimento e tratamento voluntário de usuários de drogas e álcool do país. Por meio de um projeto terapêutico desenvolvido fora das práticas psiquiátricas, psicológicas ou médicas tradicionais, ele pode ser traduzido como uma profunda abordagem psicossocial – ao estilo comunidade terapêutica – que estimula o participante a enfrentar responsabilidades, dificuldades e a convivência, provocando e promovendo mudanças e incentivando a pratica de hábitos e valores importantes para uma vida saudável. Seu programa terapêutico compreende quatro etapas: acolher, cuidar, tratar e reintegrar. Ele envolve o aconselhamento, psicoterapias, serviço social, técnicas motivacionais, praticas esportivas, reorganização vocacional/profissional, ambiente além de inúmeras outras ações e serviços à família, educação, trabalho, saúde física e mental. A Comunidade Terapêutica Rural Santa Carlota proporciona um tratamento que abraça o universo do indivíduo – não apenas e somente o seu momento crítico -, mas também projetando com segurança e responsabilidade sua reabilitação e reintegração social futura. É um trabalho completo que envolve e preenche a vida dos participantes em todos os sentidos. Tudo foi pensado, projetado e realizado para proporcionar resultados positivos e eficazes. Uma estrutura que conta com o padrão de excelência e a experiência de 80 anos do Instituto Bairral, uma instituição voltada para o bem-estar mental e a geração de conhecimento.

Os 4 passos

Acolher

Desintoxicação não medicamentosa, baseada em critérios como alimentação saudável, exercícios físicos, atividades que auxiliam o corpo a superar a síndrome de abstinência, ambiente saudável voltado à natureza, convivência social, etc.

Cuidar

Após se adaptar à rotina da Comunidade Terapêutica e receber informações sobre a programação e atividades, o residente começa a ser preparado para o Programa de Imersão. Em cerimônia exclusiva, expressa publicamente seu desejo de recuperação, seu compromisso de participação e de prática dos valores constantes no manual específico da Santa Carlota.

Tratar

Participação no Programa de Imersão por meio de grupos seletivos e linguagem específica, de acordo com o seu perfil de comprometimento que é dividido em cinco partes:

Acolhimento: Este perfil abrange todos os pacientes em fase inicial.

Fogo: Grupo de jovens abaixo de 24 anos de idade; dependentes de drogas ilícitas e com baixo índece de internações.

Água: Grupo de adultos a partir de 24 anos de idade; dependentes de drogas ilícitas e com baixo índece de internações.

Terra: Grupo de dependentes de álcool.

Ar: Grupo de pessoas com múltiplas internações.

Nessa etapa do Programa de Imersão, suas atividades passam a ser acompanhadas e avaliadas: no desempenho (social, comportamental, laboral e de aprendizado); na responsabilidade para com as suas necessidades, pertences, compromissos e com vivência saudável no ambiente da CT; no autoconhecimento através de grupos específicos (metas, autoajuda, prevenção de recaída, autoconhecimento, 12 passos, temáticas, atendimento psicológico individual e grupal); e na autonomia (projeto de vida). Por meio do crescimento pessoal e da assimilação do conteúdo, o residente passa para a etapa de reinserção social.

Reintegrar

O objetivo é o restabelecimento dos diversos vínculos que compõem o dia a dia do residente: família, trabalho, lazer, relacionamentos, convivência, estudos, além de outros valores, para retornar à sociedade sem fazer o uso de drogas. Os fatos têm mostrado que, embora necessário como ação emergencial, tratar a dependência de drogas e álcool apenas em seus momentos agudos não traz resultados efetivos a médio e longo prazo ou mesmo resolve o problema para todos os indivíduos. Após o tratamento da fase aguda, o paciente é geralmente devolvido ao seu ambiente e aos antigos hábitos de consumo de drogas ou álcool, recriando e agravando esse círculo improdutivo. Eles apontam também casos de múltiplas tentativas de internações sem sucesso, nos quais o paciente não consegue atingir ou manter um padrão estável de abstinência, resultando em sucessivas recaídas e, muitas vezes, no desenvolvimento de dependências graves de difícil manejo ambulatorial.